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Onze aviões Boeing 737 NG da Gol estão em manutenção

Cibelle Bouças

Questionada, a empresa não quis dar detalhes técnicos sobre o problema detectado A Gol tirou de operação para manutenção 11 aviões de sua frota, do modelo Boeing 737 NG, depois que a Boeing descobriu rachaduras na fuselagem de aviões do mesmo modelo em uso por outras empresas aéreas no mundo. A Gol não confirmou que o problema encontrado nos aviões que usa é o mesmo.

Dado Galdieri/Bloomberg

No dia 10 de outubro, a Gol divulgou comunicado informando que parou de voar com os 11 aviões, após concluir uma inspeção na frota, seguindo a Diretriz de Aeronavegabilidade emitida pela Federal Aviation Administration (FAA), autoridade de aviação americana responsável pela certificação primária das aeronaves modelo Boeing 737 NG.

De acordo com o comunicado divulgado pela Gol na época, a inspeção encontrou nos 11 aviões “indícios da necessidade de substituição de um componente especifico, cujas características se apresentaram fora dos padrões estabelecidos pelo fabricante”. Esses indícios foram reportados à FAA, à Boeing, e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Questionada sobre o problema, a Gol não quis dar detalhes técnicos sobre o problema detectado.

Recentemente, a Boeing reportou o descobrimento de rachaduras estruturais em aviões do mesmo modelo na China. A FAA informou que foram feitas inspeções em 1 mil aviões do mesmo modelo e foram encontradas rachaduras em cerca de 5% dos aviões. As rachaduras foram localizadas em uma parte que prende o corpo do avião (a fuselagem) à estrutura da asa.

Nos Estados Unidos, empresas como Southwest Airlines, United Airlines e American Airlines voam com esse tipo de aeronave. A empresa australiana Qantas também informou na semana passada que deixou de voar com 3 aviões desse modelo, após detectar rachaduras na fuselagem.

Em consequência dessa manutenção, a Gol informou que remanejou parte da sua malha aérea. A mudança vai afetar aproximadamente 3% do total de clientes que voarão com a companhia até o dia 15 de dezembro.

Procurada, a Boeing informou em comunicado que “lamenta o impacto que essa questão está causando na Gol, bem como nos demais clientes do 737 NG no mundo todo”. “Estamos trabalhando ativamente com os nossos clientes que passaram por inspeção para adquirir peças, desenvolver planos de reparo e substituição e para fornecer todo o suporte técnico necessário para que os aviões afetados possam voltar a ser operados o mais rápido possível”, informou em nota.