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Onyx defende retorno de atividades mesmo em áreas não essenciais

BERNARDO CARAM
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 30.03.2020: Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, durante coletiva de imprensa para anunciar medidas do governo no combate à Covid-19, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apesar de prever que o ciclo da pandemia do novo coronavírus no Brasil vai se alongar pelas próximas 12 semanas, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, defendeu nesta quinta-feira (9) a retomada de atividades econômicas logo após a Páscoa.

Em transmissão pela internet promovida pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o ministro apresentou argumentos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro e que se contrapõem às orientações recentes do Ministério da Saúde.

Ele iniciou sua fala sobre o tema afirmando que as epidemias do século XX têm um padrão de duração de 12 a 14 semanas, entre a elevação, a estabilidade, e o recuo dos casos de infecção. Desse modo, o Brasil ainda teria mais "10 ou 12 semanas pela frente".

Em seguida, passou a defender o fim do isolamento nas cidades após a Páscoa, a partir da próxima semana. Ele afirma ter feito esse apelo a prefeitos e governadores.

"Nós já temos um período de distanciamento social bastante razoável. Em alguns locais, foi isolamento completo. Então, agora, de maneira responsável, gradual, vamos retomando as atividades, não apenas as essenciais", disse.

Nas últimas semanas, governadores impuseram restrições sobre a circulação de pessoas e o funcionamento de atividades da economia. As limitações poupam áreas essenciais, como hospitais, farmácias, padarias e supermercados.

Em discurso similar às declarações de Bolsonaro, Onyx disse que a mortalidade entre pessoas de até 60 anos de idade é baixa. Para ele, esse grupo tem de voltar a trabalhar.

"Do ponto de vista da vida do país, é esse equilíbrio que o presidente Bolsonaro procura exercitar. Cuidar da saúde, mas também cuidar dos aspectos econômicos, porque desemprego, miséria e fome matam. E matam mais do que a epidemia", afirmou.