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ONU: quase 2 milhões de mortes por trabalho no mundo antes da pandemia

·3 minuto de leitura
Fábrica têxtil na China (AFP/STR)

Quase dois milhões de pessoas morreram em 2016 em um acidente de trabalho ou por doença profissional, uma causa de morte que não parou de crescer desde os anos 2000 e que pode aumentar ainda mais com a pandemia da covid-19 - informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (17).

Essa é uma das primeiras estimativas realizadas em conjunto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A pesquisa abrange o período entre 2000 e 2016. Não inclui, portanto, dados sobre o impacto da pandemia de coronavírus. De acordo com um outro relatório da OMS, a covid-19 acentuou a tendência de trabalhar por mais horas - a principal causa de mortes por trabalho.

"Ninguém deveria adoecer, ou morrer, fazendo seu trabalho", afirmaram os diretores-gerais dessas duas organizações, Tedros Adhanom Ghebreyesus e Guy Ryder, respectivamente, no relatório publicado nesta sexta-feira (17).

Em torno de 1,9 milhão de pessoas morreram por acidentes, ou por doenças profissionais, em 2016, enquanto em 2000 este número chegou a 1,7 milhão.

Durante este período, o número total de mortos não parou de crescer, mas o percentual em relação ao total da população diminuiu 14%.

O relatório alerta, especialmente, sobre os números muito elevados de mortes por trabalho no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental, assim como nos homens e nas pessoas de mais de 54 anos.

"Todas estas mortes são evitáveis. Podemos e devemos garantir ambientes de trabalho saudáveis e seguros para todos os trabalhadores", declarou o diretor da OIT, Guy Ryder, em uma mensagem de vídeo.

O estudo examina 19 fatores de risco nas profissões, principalmente a exposição a longas jornadas de trabalho, à poluição atmosférica, a substâncias que provocam asma, a agentes cancerígenos, a outros fatores de risco ergonômicos e ao barulho.

- Jornadas muito longas -

A principal causa de morte por trabalho são as jornadas excessivamente longas.

Cerca de 750.000 pessoas morreram em 2016 por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) por terem trabalhado ao menos 55 horas semanais, segundo a OMS.

A exposição à poluição atmosférica (partículas, gases e fumaça) no local de trabalho também causou 450.000 mortes.

Em 2016, 80% das mortes foram provocadas por doenças.

As pneumonias obstrutivas foram as mais frequentes, segundo o relatório, com 450.000 mortes em 2016, seguidas por AVCs (400.000) e doenças isquêmicas do coração (350.000).

De acordo com o relatório, as mortes por doenças cardíacas e AVC, geralmente relacionadas a jornadas de trabalho muito longas, aumentaram 41% e 19%, respectivamente.

Os acidentes profissionais acabaram com a vida de 360.000 pessoas, o que representa cerca de 20% das mortes por trabalho.

"É chocante ver que há tantas pessoas que morrem literalmente por causa de seu trabalho", disse Tedros no comunicado.

"Nosso relatório é um sinal de alerta para que países e empresas melhorem e protejam a saúde e a segurança de seus trabalhadores e cumpram seu compromisso de fornecer uma cobertura universal de serviços de segurança e saúde no trabalho", acrescentou o diretor-geral da OMS.

apo/vog/nl/abx/eb/es/aa/tt

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