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ONU expressa 'preocupação com violência e xenofobia' contra imigrantes no Chile

·2 minuto de leitura
Manifestantes destroem um acampamento de migrantes venezuelanos durante um protesto contra a migração ilegal em Iquique, Chile (AFP/MARTIN BERNETTI)

A ONU expressou, nesta segunda-feira (27), sua "preocupação com a violência e xenofobia" contra imigrantes no Chile após um protesto contra estrangeiros sem documentos no norte do país no sábado.

Nessa mobilização, alguns dos 3.000 manifestantes reunidos na cidade de Iquique, 1.750 km ao norte de Santiago, queimaram os pertences dos imigrantes que acampavam nas ruas, fatos que são investigados pelo Ministério Público.

"Respeitando a soberania [do Chile], pedimos às autoridades e à população para agirem no marco do respeito aos #DDHH [direitos humanos] e do direito internacional humanitário", disse a ONU em sua conta do Twitter.

"Reiteramos a vontade de apoiarmos com assistência técnica e colaborarmos nos esforços das autoridades nacionais e locais", acrescentou.

A mobilização estava repleta de bandeiras do Chile e faixas e gritos contra os imigrantes em situação irregular, principalmente venezuelanos, que há anos entram no Chile por passagens clandestinas da Bolívia, cruzando a cordilheira dos Andes e o deserto do Atacama.

O representante especial conjunto da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para os refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, expressou em uma carta publicada nas redes sociais sua "tristeza e consternação" pelos atos "de ódio, intolerância e xenofobia" em Iquique, que "são profundamente preocupantes".

"Esses atos de intolerância vão contra o espírito solidário, de acolhida e respeito pelos direitos fundamentais que o povo e o governo do Chile demonstraram historicamente, recebendo os venezuelanos e venezuelanas com generosidade, da mesma forma que, no passado, o povo venezuelano abriu suas portas para um grande número de refugiados e migrantes chilenos", afirmou Stein.

O ministro do Interior do Chile, Rodrigo Delgado, manifestou que discorda do protesto violento. No entanto, "vamos seguir com as expulsões em todos os espaços públicos que forem necessários" e também "com o plano de expulsões" de migrantes sem documentos promovido pelo governo chileno, afirmou.

Um dia antes do protesto, a polícia chilena expulsou centenas de migrantes venezuelanos que acampavam há um ano em uma praça de Iquique.

As entradas de pessoas no Chile por passagens clandestinas totalizavam 23.673 até julho, quase 7.000 a mais que em todo o ano passado, segundo um relatório do Serviço Jesuíta a Migrantes (SJM).

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