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ONU alerta para desaparecimento de geleiras importantes já nas próximas décadas

Um novo relatório da ONU indica que um terço das geleiras consideradas patrimônio mundial podem desaparecer nos próximos 30 anos. Sem ações efetivas para reduzir as emissões de gases estufa, mais 27% das geleiras correm o mesmo risco até o fim do século.

Os Patrimônios Mundiais são áreas consideradas de alta importância cultural, histórica ou natural. A lista de locais com este status inclui mais de 1.000 nomes, abrangendo desde cidades e construções até florestas, montanhas e outras formações naturais. Exemplos de patrimônios mundiais são o Centro Histórico de Salvador, a Acrópole de Atenas, o Grand Canyon e Fernando de Noronha.

A Acrópole de Atenas é um exemplo de Patrimônio Mundial (Christophe Meneboeuf/CC-BY-3.0)
A Acrópole de Atenas é um exemplo de Patrimônio Mundial (Christophe Meneboeuf/CC-BY-3.0)

Entre estes nomes também estão diversos parques e montanhas com geleiras importantes para suas respectivas regiões, servindo até ser uma fonte de água doce. Caso a humanidade não consiga manter o aumento da temperatura global abaixo dos 1,5ºC nos próximos anos, um terço destas geleiras devem desaparecer.

As áreas ameaçadas incluem os parques nacionais norte-americanos de Yosemite, na Califórnia, e de Yellowstone, o famoso parque do urso Zé Colmeia. As últimas geleiras no continente africano, localizadas nos Montes Kilimanjaro, Kenya e Rwenzori-Virunga, as geleiras do Machu Picchu e da cadeia das Dolomitas, na Itália, também estão na lista.

A publicação que faz o alerta usa duas décadas de dados de satélites para avaliar a perda e a espessura do gelo nestes locais. As quase 19.000 geleiras presentes em 50 Patrimônios Mundiais já perderam cerca de 1.300 bilhões de toneladas de gelo nos últimos 20 anos, o que corresponde ao consumo total de água na França e Espanha em um ano.

Geleiras do Himalaia são importantes para o abastecimento de água na China e Índia (Unsplash/Andreas Gäbler)
Geleiras do Himalaia são importantes para o abastecimento de água na China e Índia (Unsplash/Andreas Gäbler)

Os impactos das perdas devem ser mais sentidos em áreas que utilizam do degelo para o próprio consumo. É o caso de populações na China e na Índia que necessitam de água do derretimento sazonal das geleiras do Himalaia.

Ainda há perspectivas de impedir o cenário mais catastrófico: é necessário limitar as emissões de gases estufa e o consequente aumento na temperatura média global. Estas ações, porém, devem ser tomadas imediatamente.

Fonte: Canaltech

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