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Carga de energia mantém vigor em abril, mas Covid afeta projeções futuras

·2 minuto de leitura
Parque de energia solar na Califórnia

SÃO PAULO (Reuters) - A carga de energia do sistema interligado do Brasil deve manter o vigor no próximo mês, crescendo com força ante abril passado, quando o país começou a sofrer impactos da pandemia, mas projeções de mais longo prazo já mostram alguma redução na demanda neste ano e nos próximos devido ao coronavírus.

Beneficiada por uma base de comparação fraca, a previsão para a carga de energia em abril aponta salto de 15,7% ano a ano, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta sexta-feira.

Os números, por outro lado, representariam queda de 1,4% ante a última estimativa do ONS para o desempenho neste mês.

Apesar de o ONS ver uma demanda ainda forte no curto prazo, o órgão e outras entidades técnicas do setor como a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revisaram levemente para baixo projeções para os próximos anos.

Em revisão ordinária de seus números, os órgãos reduziram o crescimento esperado da carga em 2021 para 3,2%, enquanto cortaram também estimativas para 2022.

Antes, ONS, EPE e CCEE tinham projeção de alta de 3,4% neste ano e de 3,6% em 2022, cortada para 3,4%.

As previsões para 2023 e 2024 foram mantidas inalteradas, com avanço esperado de 3,6% em cada ano.

Mas houve redução nos números brutos de carga esperada para todos os anos no horizonte de análise. Com isso, o Brasil chegaria ao final de 2025 com uma demanda ainda 0,5% inferior à projetada antes.

Em 2020, afetada pela pandemia, a carga de energia do Brasil recuou 1,5%, segundo as entidades responsáveis pelos cálculos.

O desempenho acabou sendo melhor que o estimado em uma revisão anterior das projeções, de meados do ano passado, que apontava para recuo de 3% em 2020, com o auxílio-emergencial melhorando o desempenho da economia ante estimativas iniciais.

CURTO PRAZO

No curto prazo, a demanda segue com tendência de alta na comparação anual, com o ONS vendo salto de 15,8% na carga do Sudeste/Centro-Oeste em abril, mesmo com recente recrudescimento da pandemia no país, que registrou recordes de novos casos e mortes nesta semana e tem visto diversos Estados adotarem novas medidas de restrição.

O maior avanço percentual esperado é no Sul, onde a demanda poderia aumentar 17,9%, enquanto o Norte deve fechar o mês com alta de 16% e o Nordeste com a menor expansão, de 12,9%, apontou o ONS em boletim semanal.

Em abril de 2020, a carga de energia desabou quase 12% na comparação com o mesmo mês de 2019, sob impacto de medidas restritivas contra o vírus que fecharam o comércio e afetaram o desempenho de indústrias.

(Por Luciano Costa)