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ONG paulistana abre inscrições para capacitar 150 jovens de baixa renda em TI

·9 minuto de leitura

Instituto PROA. Se você ainda não conhece, é bom acompanhar. Essa ONG paulistana acredita e tem o compromisso de criar oportunidades reais de desenvolvimento e empregabilidade para jovens de baixa renda. Tanto que, por ela, já passaram mais de 7.500 alunos, dos quais 9 a cada 10 alunos formados no primeiro semestre de 2020 já estão empregados em grandes empresas.

E uma das oportunidades para essa capacitação passa pelos cursos técnicos, Eles vêm ganhando a adesão de muitos jovens preocupados com a carreira e o primeiro emprego. No último censo do IBGE, de 2019, foram registrados 9,3 milhões de estudantes no Ensino Médio, desse total 7,1% frequentavam algum tipo de curso dessa modalidade, que também foi registrada dentre 49,3 milhões de pessoas que haviam concluído o Ensino Médio (5,2%).

E, claro, os cursos técnicos de Tecnologia vêm ganhando uma atenção especial, principalmente pela enorme demanda das empresas por profissionais bem preparados. A capacitação técnica nesse setor é uma ferramenta importante, pois, aliado à iniciativa privada, possibilita acesso rápido à formação e ingresso de novos talentos ao mercado. Tanto que a procura por esse tipo de capacitação aumentou muito durante a quarentena causada pela pandemia de covid-19. Isso porque os jovens foram os principais afetados pela crise na economia. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados pelo IBGE, mostram que jovens entre 14 e 24 anos representam 6,8 milhões dentre os 14 milhões de desempregados no país.

Estudantes do Instituto PROA: 9 a cada 10 alunos formados no primeiro semestre de 2020 já estão empregados em grandes empresas (Imagem: divulgação)
Estudantes do Instituto PROA: 9 a cada 10 alunos formados no primeiro semestre de 2020 já estão empregados em grandes empresas (Imagem: divulgação)

Diante dessa realidade enfrentada pelos jovens existe um caminho promissor e ávido por talentos. E, como dissemos anteriormente, a área de Tecnologia da Informação (TI) sofre com a baixa quantidade de profissionais disponíveis. Segundo estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM) até 2024 serão 421 mil postos de trabalho que estarão disponíveis no setor, ou seja, mais de 100 mil novas vagas por ano. E é aí que Instituto PROA entra, mais uma vez, em ação, lançando o PROPROFISSÃO, um ambicioso projeto de capacitação profissional tecnológica gratuita.

Como funciona o PROPROFISSÃO?

Curso de capacitação profissional gratuita para as cidades da grande São Paulo, o PROPROFISSÃO é voltado para jovens entre 17 a 22 anos, que estejam cursando ou já tenham concluído o 3º ano do Ensino Médio na rede pública de ensino e desejam investir na carreira tecnológica. Serão 150 vagas disponíveis para a próxima turma que terá início em 14 de fevereiro de 2022.

O PROA disponibiliza notebook, uniforme, material para fazer as aulas e auxílio-transporte, bem como acompanhamento pedagógico durante todo o curso e desenvolvimento das competências socioemocionais. Além disso, a formação em programação Java conta com certificação pelo Senac.

O curso tem duração de seis meses e pode ser realizado no período da manhã, das 9h às 13h, ou tarde, das 14h às 18h. Inicialmente as aulas estão previstas para acontecer presencialmente no Senac Lapa Tito (Rua Tito, 54 – Vila Romana), próximo às estações Lapa e Água Branca. Caso as regras de isolamento social continuem, o curso seguirá de forma 100% online.

Os módulos do curso estão divididos em:

  • Núcleo técnico em desenvolvimento full stack em programação Java (248 horas);

  • Núcleo comportamental e comunicação (118 horas);

  • Núcleo cultural e vivências com o projeto final (74 horas)

Ao final do curso, os formados no projeto serão encaminhados para entrevistas em empresas parceiras e acompanhados pelo Instituto PROA por três anos. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 04 de novembro no site da ONG clicando aqui.

E para ingressar no PROPROFISSÃO, o aluno precisa passar por um processo seletivo que escolherá aqueles que, de fato, estão interessados seguir suas carreiras na área de Tecnologia. E para explicar como funciona essa seleção — e mais informações sobre a atuação da ONG na capacitação tecnológia os jovens — o Canaltech conversou com Alini Dal'Magro, CEO do Instituto PROA.

Alini Dal'Magro, CEO do Instituto PROA (Foto: divulgação)
Alini Dal'Magro, CEO do Instituto PROA (Foto: divulgação)


Confira como foi o papo:

Canaltech - Como é feito o processo seletivo para definir os integrantes das novas turmas do PROPROFISSÃO? Quais os fatores são considerados? Há algum tipo de teste?

Alini Dal'Magro: O processo seletivo do PROA começa com o mapeamento de perfil: o jovem precisa estar cursando ou ter concluído o 3º ano do Ensino Médio em Escola Pública, ter entre 17 e 22 anos e morar na Grande São Paulo.

Uma vez dentro do perfil, o jovem precisa realizar uma prova simples de raciocino lógico e prova de português. Atingindo a nota mínima necessária, eles são convidados a realizar o Desafio Tech, que medirá o seu interesse na área de Tecnologia. Esse desafio funciona da seguinte forma: os candidatos baixam o jogo Brain Code e gravam um vídeo contando como foi a experiência.

Após essa etapa, seguimos para uma entrevista individual. Assim que o jovem é aprovado, ele é encaminhado para a última etapa, denominada banca de seleção.

O objetivo desse processo é encontrar jovens que tenham interesse em se desenvolver, de fato, na área de Tecnologia e seguir carreira.


CT - As aulas hoje são ministradas de forma online ou presencial? Se elas forem ao modo remoto, além do notebook, caso o estudante não tenha uma conexão à internet em casa, por exemplo, o PROA fornece algum tipo de auxílio?

A.D.M.: Por conta da pandemia, as aulas estão funcionando 100% no modelo remoto. Porém, esse curso é presencial e estamos prevendo aulas no modelo híbrido para 2022. Além do notebook com as configurações necessárias, que fornecemos, caso o jovem precise de um auxílio internet, nós também disponibilizamos.

CT - Considerando a falta de familiaridade, que dificuldades iniciais os estudantes de linguagens de programação apresentam no início do curso e como elas são superadas?

A.D.M.: Os jovens passam por um processo seletivo bem estruturado, onde eles precisam mostrar real interesse em fazer o curso de tecnologia. Porém, quando esses jovens enfrentam alguma dificuldade no decorrer do curso, eles se empoderam de uma boa dose de vontade de aprender.

Além de possuírem uma rede de apoio formada por professores (que ajuda muito no nivelamento de alunos com mais dificuldade), há ainda uma tutoria em grupo e seus colegas de turma. Isso tudo faz com que o jovem tenha êxito durante o curso.

CT - Como o Instituto PROA participa nos processos seletivos nos quais os alunos são encaminhados junto às empresas?

A.D.M.: Temos como papel apoiar na conexão entre os jovens e as empresas empregadoras e atuamos de forma personalizada e entendendo as particularidades de cada processo seletivo. Nós indicamos os currículos de jovens que possuem alinhamento com a vaga solicitada.

As posições são compartilhadas via link “Empregue um Jovem PROA” em nosso site e, a partir daí, o time de empregabilidade mapeia os jovens para indicação e apoia ao longo do ciclo com agendamento de entrevistas, envio de convites e feedbacks.

Os participantes do PROPROFISSÃO tem acesso a notebook, uniforme, material para fazer as aulas e auxílio-transporte (Imagem: divulgação)
Os participantes do PROPROFISSÃO tem acesso a notebook, uniforme, material para fazer as aulas e auxílio-transporte (Imagem: divulgação)


CT - O Instituto PROA conta com o apoio de empresas de Tecnologia na formação desses profissionais? Quais seriam essas companhias e como elas atuam?

A.D.M.: Nós contamos com o apoio da Oracle (que faz um bootcamp de análise de dados) e o Instituto C6 Bank (com foco em Educação Financeira). Além disso, contamos com a metodologia SENAC para o ensino da programação JAVA e disciplinas técnicas. Trazemos empresas de tecnologia como iFood, Via e Banco PAN para ministrar palestras para os jovens. E muitas dessas empresas apoiam na contratação de jovens ao final do curso. Também contamos com apoio de profissionais do mercado de TI para mentorar os jovens.

CT - E que tipo de profissional de Tecnologia as empresas parceiras do PROA vêm buscando junto a ONG?

A.D.M.: O mercado de tecnologia tem passando por um aquecimento bastante expressivo o que aumenta a concorrência nos níveis seniores. Logo, visualizamos o movimento de grandes empresas que optam pelo desenvolvimento interno dos times. Com isso, nossos parceiros em empregabilidade buscam programadores e desenvolvedores back-end e front-end em início de carreira, trazendo jovens com bons níveis de conhecimento em lógica de programação e que queiram aprender ainda mais. Incentivamos os alunos do PROA a buscarem novas ferramentas e tecnologias para que o seu desenvolvimento seja contínuo.

CT - E como vem sendo a busca dos jovens por oportunidades de capacitação na área de Tecnologia no PROA? O número de interessados vem crescendo nos últimos anos? Eles já trazem algum tipo de conhecimento técnico (ainda que básico) ou sobre o funcionamento desse mercado?

A.D.M.: Os jovens com interesse na área de tecnologia costumam ser inquietos no bom sentido.

Com a acessibilidade fácil à internet, muitos chegam no processo seletivo com uma boa ideia do que é programação, das possibilidades dessa área e alguns até com uma experiência básica sobre o tema.

Um comportamento comum no processo seletivo é o jovem não ter um equipamento adequado em casa ou ter tido pouca oportunidade de por em prática o que aprendeu.

Além do curso técnico voltado para a área de tecnologia, o PROA também desenvolve competências socioemocionais nos jovens como: proatividade, trabalho em equipe, inteligência social, resiliência entre outros. O curso também ajuda o jovem a se preparar para entrevistas de empregos na área, realizando eventos como Workshop de Carreiras, onde os jovens simulam uma entrevista com profissionais do mercado.

No último processo seletivo, batemos o recorde de inscritos no curso, tendo mais de 4 mil interessados.

CT - Após a finalização do curso, o PROA faz algum tipo de acompanhamento do aluno para fornecer algum direcionamento adicional ou ajudá-lo no encaminhamento às vagas em
potencial?

A.D.M.: O jovem conta com todo o apoio do time de empregabilidade para inserção no mercado de trabalho. Além de buscarmos ativamente empresas com demandas de vagas júnior em diversas áreas de Tecnologia, contamos também com mentorias e orientações de profissionais atuantes no mercado.

Realizamos o acompanhamento dos jovens pelo período de três anos, dando continuidade na comunicação e fomentando-os com informações sobre vagas, cursos e ferramentas de aperfeiçoamento pessoal. Utilizamos como canais de comunicação grupos no LinkedIn, Telegram e WhatsApp, além da pesquisa semestral de empregabilidade. Dessa forma, conseguimos mensurar o impacto do nosso trabalho, e claro, continuar auxiliando os jovens que ainda precisam de apoio.

Fonte: Canaltech

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