Mercado fechado

Ondas de frio estão conectadas com aumento da temperatura no Ártico

Londres, 13 mar (EFE).- O frio extremo vivido nos Estados Unidos nos últimos anos está conectado com o aumento de temperatura no Ártico, segundo um estudo publicado nesta terça-feira pela revista científica britânica "Nature".

A equipe liderada por Judah Cohen, do centro de Pesquisa Atmosférica e Meio ambiental de Massachusetts (EUA), analisou as variações de temperatura ocorridas em 12 cidades americanas ao longo de 68 anos em comparação com os índices meteorológicos desse mesmo período no Ártico.

Embora a relação entre o aquecimento do Polo Norte e as ondas de frio na Eurásia e América do Norte tenha sido motivo de amplos debates, não tinha sido posssível estabelecer, até o momento, uma causalidade direta entre ambos fenômenos.

A pesquisa de Cohen é revolucionária por estabelecer correlações entre temperaturas nas zonas de latitudes médias e anomalias meteorológicas no Ártico datadas de 1950, enquanto o resto dos estudos realizados estão limitados a um período de tempo muito menor.

Os especialistas demonstraram que a frequência dos episódios de frio extremo aumentaram no litoral leste dos EUA desde 1990, mas diminuíram no litoral oeste de maneira correlativa ao aquecimento do Ártico.

A equipe de Cohen também afirmou que as suas conclusões não estabelecem uma explicação mecânica para a relação entre o aquecimento do Polo Norte e as ondas de frio continental, mas sim são consistentes com outros estudos realizados previamente.

Desta forma, os cientistas sugerem que a fraqueza do vórtice polar - um ciclone situado nas camadas altas da atmosfera na região ártica e que atua como barreira para evitar o escape do frio - é o causador destas ondas de frio drástico. EFE