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Onda de milionários: os efeitos da ‘febre’ de IPOs no Brasil

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Onda de milionários; efeito de IPOs. (Foto: Getty Images)
Onda de milionários; efeito de IPOs. (Foto: Getty Images)

O chefe global da XP private, braço da XP dedicado a clientes multimilionários, Beny Podlubny, afirmou durante entrevista à rede de notícias CNN que os efeitos da “febre dos IPOs” brasileiro já se faz sentir em seu negócio.

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A carteira de clientes milionários da XP Private saltou 30% no ano passado, para 6 mil contas. O total de dinheiro aplicado dobrou: de R$ 91 bilhões em 2019 para R$ 228 bilhões em 2020. O mínimo de investimento nessa categoria é R$ 10 milhões, mas segundo a reportagem, a média é de R$ 38 milhões.

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E segundo Podlubny, isso é efeito direto da onda de IPOs, ou abertura de capitais na bolsa de valores, que ocorre no Brasil desde o ano passado.

"Há uma parte grande do nosso crescimento que é rouba-monte, clientes de outras instituição que trouxemos para cá. Mas há uma segunda parte que é dinheiro novo, gerado basicamente por esse volume enorme de IPOs que está acontecendo. Eles geram liquidez, geram riqueza”, disse Podlubny à CNN.

"É dinheiro que entra no caixa da empresa ou no bolso do empresário. E todo dia tem um novo IPO acontecendo. O que significa que todo dia tem dezenas de novos clientes private para entrar no mercado. É uma nova geração inteira de investidores. É um ciclo virtuoso de geração de liquidez."

No ano passado, o número de aberturas de capital na bolsa de valores de São Paulo, a B3, já foi recorde, e este ano os indícios são de um movimento semelhante.

Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regulamenta o mercado financeiro do Brasil, 2021 já teve 13 IPOs (ofertas públicas iniciais de ações), e há mais 31 empresas na espera para fazer suas ofertas na bolsa, também.

O IPO é a “estreia” de uma empresa na bolsa; momento em que seus controladores definem junto ao mercado uma faixa de preço para seus papéis, e então passam a negociá-los publicamente, para investidores interessados em comprá-los.

A vantagem é que essa abertura de capital geralmente injeta grandes quantidades de recursos financeiros na empresa, o que propicia planos de expansão, por exemplo.

Segundo a CVM, os IPOs de 2021 já movimentaram mais de R$ 10,6 bilhões. As informações são do portal G1.

Somente o IPO da Intelbras, por exemplo, uma empresa especializada em eletrônicos no ramo de segurança, faturou R$ 724,5 milhões.

Na lista das que aguardam seu momento na bolsa, estão a rede de lojas Kalunga e empresas no ramo da saúde, como o Hospital Mater Dei, Blau Farmacêutica e CM Hospitalar.

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