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Onda de calor nos EUA não teria acontecido se não fossem as mudanças climáticas

·2 minuto de leitura
Onda de calor nos EUA não teria acontecido se não fossem as mudanças climáticas
Onda de calor nos EUA não teria acontecido se não fossem as mudanças climáticas

A onda de calor que está fazendo com que os Estados Unidos e o Canadá estejam batendo recordes de temperatura, seria “virtualmente impossível” se não fossem as mudanças climáticas causadas pelo homem. Essa conclusão teve como base uma análise feita pelo grupo de cientistas do clima World Weather Attribution.

Segundo os pesquisadores, o aquecimento global, causado pelas emissões de gases do efeito estufa, torna uma onda de calor, como a vivenciada atualmente em parte da América do Norte, até 150 vezes mais provável de acontecer. Os efeitos da onda de calor estão causando efeitos catastróficos, como incêndios florestais e até mortes.

De acordo com o climatologista da Universidade de Oxford, na Inglaterra, Friederike Otto, não existem dúvidas de que as mudanças climáticas desempenharam um papel importante no que vem sendo enfrentado no hemisfério norte atualmente.

Para investigar qual o tamanho do papel das mudanças climáticas na atual onda de calor, os cientistas analisaram observações históricas e simulações de computador para comparar o clima de tempos atrás, com como é hoje. Segundo eles, temperaturas como a de hoje, sem a intervenção humana, só ocorreriam uma vez a cada mil anos.

Futuro mais quente

Porém, se o planeta continuar esquentando no ritmo que está, até a década de 2040 é possível que ondas de calor como a atual podem ocorrer a cada cinco ou dez anos, se tornando, em média, 1°C mais quente a cada grande onda de calor.

Temperaturas devem ficar ainda mais quente em um futuro próximo, afirmam os especialistas. Crédito: Chris JL is licensed under CC BY-NC-ND 2.0
Temperaturas devem ficar ainda mais quente em um futuro próximo, afirmam os especialistas. Crédito: Chris JL is licensed under CC BY-NC-ND 2.0

Os pesquisadores formularam duas teorias a fim de explicar como as mudanças climáticas tornaram o calor atordoante mais provável. A primeira delas é que, apesar de a mudança climática tornar esse evento mais comum, sua magnitude continua sendo um caso extremo, porém, se não fosse a ação humana, as médias de temperatura seriam pelo menos 2°C mais baixas.

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A segunda já aponta para um cenário de que o sistema climático cruzou um limiar no qual uma pequena quantidade de aquecimento global geral está causando um aumento mais rápido das temperaturas extremas, em comparação com o que foi observado até agora.

Com informações do Science Alert

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