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OMS suspende testes com hidroxicloroquina pela segunda vez

Hidroxicloroquina é usada no Brasil mesmo em pacientes com casos leves de Covid-19 (Foto: George Frey/AFP via Getty Images)

A novela do uso da hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19 ganha mais um capítulo: A Organização Mundial da Saúde voltou a suspender os testes com o medicamento em pacientes com coronavírus. Segundo a OMS, não há provas de que o remédio diminua a letalidade da doença nos pacientes infectados.

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A suspensão já tinha acontecido uma vez, quando um estudo publicado na revista científica The Lancet mostrou que o remédio era ineficiente. No entanto, havia dados inconsistentes na pesquisa e, por isso, a revista pediu revisão do estudo. Dessa forma, a OMS voltou atrás.

Agora, a decisão foi baseada em estudos da iniciativa Solidaridade, que procura tratamentos para o novo coronavírus. Segundo informações do portal G1, a base para a nova suspensão é um estudo chamado “Recovery”, feito no Reino Unido.

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A cloroquina é um medicamento eficiente no combate à malária e a doenças autoimunes, como lúpus.

Mesmo sem a comprovação de que o medicamento funcione no tratamento para a Covid-19, o Brasil adotou um protocolo de amplo uso da cloroquina para pacientes infectados pelo coronavírus. A medida foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e assinada pelo ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também insistiu no uso de cloroquina, até que a agência reguladora de medicamentos norte-americana contraindicou o uso do medicamento. Agora, o governo dos Estados Unidos tem mais de 66 milhões de comprimidos do remédio e não sabem o que fazer.

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O novo medicamento que está sendo estudado como um possível tratamento para pacientes com coronavírus em estado grave é a dexametasona, um corticoide. Segundo estudos feitos na Universidade de Oxford, o remédio diminui o risco de mortes de pacientes em aparelhos respiradores cai de 40% para 28%. Pacientes com sintomas leves não apresentaram melhora com o medicamento, que tampouco deve ser usado na prevenção.

O Brasil também está fazendo testes sobre o uso da dexametasona no tratamento do coronavírus.

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