Mercado abrirá em 1 h 31 min
  • BOVESPA

    110.672,76
    -3.755,42 (-3,28%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.402,73
    -283,30 (-0,54%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,09
    -0,87 (-1,05%)
     
  • OURO

    1.779,80
    +9,30 (+0,53%)
     
  • BTC-USD

    63.900,69
    +1.652,36 (+2,65%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.481,55
    +18,20 (+1,24%)
     
  • S&P500

    4.519,63
    +33,17 (+0,74%)
     
  • DOW JONES

    35.457,31
    +198,70 (+0,56%)
     
  • FTSE

    7.219,36
    +1,83 (+0,03%)
     
  • HANG SENG

    26.136,02
    +348,81 (+1,35%)
     
  • NIKKEI

    29.255,55
    +40,03 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    15.405,25
    +6,75 (+0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5055
    +0,0093 (+0,14%)
     

OMS recomenda uso generalizado da primeira vacina contra a malária para crianças

·3 minuto de leitura
A malária é uma doença transmitida por mosquitos que mata mais de 400.000 pessoas por ano, principalmente crianças na África (AFP/Olympia DE MAISMONT)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, nesta quarta-feira (6), a vacina contra a malária RTS,S/AS01, a primeira contra essa doença transmitida por mosquitos que todo ano mata mais de 400.000 pessoas por ano, sobretudo crianças africanas.

Esta doença, da qual se tem registro desde a Antiguidade, manifesta-se através de febre, dores de cabeça e musculares, seguidas de outros sintomas cíclicos como calafrios, aumento da temperatura corporal e sudorese.

A cada dois minutos, uma criança morre de malária no mundo, segundo a OMS.

"É um momento histórico. A tão esperada vacina contra a malária para as crianças é um grande avanço para a ciência, a saúde infantil e o combate à malária", declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em um comunicado.

"O uso desta vacina, além das ferramentas existentes para prevenir a malária, poderia salvar dezenas de milhares de vidas de menores a cada ano", acrescentou.

A "RTS,S" é uma vacina que age contra o parasita (Plasmodium falciparum) transmitido pelo mosquito mais mortal do mundo e frequente na África.

Para a África, onde a malária mata mais de 260.000 crianças de menos de cinco anos todo ano, essa vacina é sinônimo de esperança, principalmente porque teme-se que esta doença, também conhecida como paludismo, se torne cada vez mais resistente aos tratamentos.

"Durante séculos, a malária assolou a África Subsaariana e causou imensos sofrimentos pessoais", declarou Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS para a África.

A doença é provocada por cinco espécies de parasitas do tipo Plasmodium, todos eles transmitidos por mosquitos.

O Plasmodium falciparum é o mais patogênico e responsável pelos casos fatais.

"Faz tempo que esperávamos uma vacina contra a malária eficaz e agora, pela primeira vez, temos uma recomendada para uso generalizado", acrescentou Moeti.

Desde 2019, um programa piloto foi implementado em três países da África Subsaariana, Gana, Quênia e Malauí, que introduziram a vacina em várias regiões onde foram administradas mais de dois milhões de doses.

La "RTS,S", fabricada pela gigante farmacêutica britânica GSK, é a primeira vacina e a única até agora que demonstrou ser eficaz em reduzir significativamente o número de casos de malária, incluída a variante grave e potencialmente mortal em crianças.

- Financiamento -

Os resultados do teste piloto demonstraram que "reduz significativamente a malária em sua forma grave em 30%", declarou Kate O'Brien, diretora do departamento de vacinação da OMS.

Em maio de 2018, as autoridades reguladoras de Gana, Quênia e Malauí autorizaram seu uso em algumas áreas.

Segundo a OMS, os testes clínicos de fase 3 demonstraram que a vacina, quando administrada em 4 doses, previne 4 em 10 casos de malária e 3 em 10 casos da variante que ameaça a vida.

Mas para uma implementação em massa é necessário financiamento.

A Aliança para as Vacinas (Gavi) anunciou que examinará "se e como financiar um novo programa de vacinação contra a malária nos países da África subsaariana", em comunicado publicado após o anúncio da OMS.

O ano de 2021 esteve marcado por avanços importantes na luta contra a malária, uma doença à qual os laboratórios farmacêuticos e a pesquisa prestaram pouca atenção durante anos.

Um protótipo de vacina desenvolvido pela Universidade de Oxford, o Matrix-M, gerou esperanças em abril, com uma eficácia incomparável de 77% nos testes de fase II. Poderia ser aprovado em dois anos.

Em julho, o laboratório alemão BioNTech informou que queria aplicar na malária a tecnologia de RNA mensageiro, usada em sua vacina contra a covid-19.

A OMS espera que sua recomendação incentive os cientistas a desenvolver outras vacinas.

A RTS,S é "uma vacina de primeira geração muito importante", declarou Pedro Alonso, diretor do programa contra a malária da OMS. "Mas esperamos (...) que incite os pesquisadores a buscarem outros tipos de vacinas para complementá-la ou superá-la".

lhd/pma/erl/mb/aa/mvv

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos