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OMS pede urgência por vacina contra bactéria mortal que afeta milhares de bebês

·3 min de leitura

A bactéria estreptococo do Grupo B (GBS, na sigla em inglês) é inofensiva para a maioria das pessoas, incluindo mulheres grávidas contaminadas, mas pode ser extremamente grave — e, às vezes fatal — quando é transmitida para os bebês. A transmissão pode ocorrer durante a gravidez, o parto ou ainda nas primeiras semanas de vida. Para minimizar os riscos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede, com urgência, para que farmacêuticas e cientistas se engajem no desenvolvimento de uma vacina.

Há 30 anos se fala em potencial vacina contra GBS para as mães, mas poucos estudos avançaram na questão. "Novas vacinas são urgentemente necessárias para reduzir as mortes associadas aos estreptococos do Grupo B e proteger a vida e a saúde de crianças em todo o mundo", defende a OMS, em nota. Uma média de 15% de todas as mulheres grávidas em todo o mundo — o que equivale a quase 20 milhões de pessoas por ano — carregam a bactéria, normalmente de forma assintomática.

Bactéria GBS causa milhares de mortes anuais de recém-nascidos no mundo, mas falta uma vacina (Imagem: Reprodução/Aditya Romansa/Unsplash)
Bactéria GBS causa milhares de mortes anuais de recém-nascidos no mundo, mas falta uma vacina (Imagem: Reprodução/Aditya Romansa/Unsplash)

Pesquisa sobre a bactéria em recém-nascidos no mundo

Segundo dados da OMS e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), casos da bactéria GBS estão conectados a mais de meio milhão de nascimentos prematuros anualmente. Além disso, a infecção leva a quase 100 mil mortes de recém-nascidos e desencadeia, pelo menos, 46.000 natimortos.

“Esta nova pesquisa mostra que estreptococos do Grupo B são uma ameaça importante e subestimada à sobrevivência e ao bem-estar de recém-nascidos, trazendo impactos devastadores para muitas famílias em todo o mundo. A OMS junta-se aos parceiros no apelo ao desenvolvimento urgente de uma vacina materna do GBS, que teria benefícios profundos em países em todo o mundo”, explicou Phillipp Lambach, da OMS.

A conclusão do relatório aponta para a necessidade urgente de vacinas contra GBS para reduzir esses números. Hoje, os custos gerados pela doença em todo o mundo são enormes, mas o potencial imunizante poderia ser altamente econômico.

Vacina contra GBS evitaria milhares de mortes

As estimativas sugerem que, caso a vacinação contra o GBS atingisse mais de 70% das mulheres grávidas, mais de 50 mil mortes relacionadas a esta doença poderiam ser evitadas anualmente. Além disso, essa cobertura vacinal evitaria mais de 170 mil nascimentos prematuros. Em números, os benefícios monetários líquidos poderiam chegar a US$ 17 bilhões (cerca de 95,21 bilhões de reais), caso os imunizantes tivessem um preço acessível.

A principal forma de tratamento contra a bactéria é o uso de antibióticos, quando o GBS é detectado nos exames de acompanhamento da gravidez. No entanto, o pré-natal não é uma realidade para todas as mães, principalmente em países de baixa e média renda. Hoje, as taxas mais altas de GBS são encontradas na África Subsaariana — responsável por cerca de metade da carga global — e no Leste e Sudeste Asiático, segundo a OMS.

Fonte: Canaltech

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