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OMS pede para Europa 'reforçar seus controles' sobre nova mutação do coronavírus

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Um arranjo de jornais diários do Reino Unido fotografado como uma ilustração em Liverpool em 20 de dezembro de 2020, mostra manchetes de primeira página relatando a história do primeiro-ministro britânico Boris Johnson introduzindo novas restrições mais duras do coronavírus COVID-19 para Londres e sudeste da Inglaterra, o primeiro-ministro britânico, anunciou no sábado uma ordem de "ficar em casa" para que Londres e o sudeste da Inglaterra retardem uma nova cepa de coronavírus que é significativamente mais infecciosa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos seus membros na Europa que "reforcem seus controles" sobre a nova variante do coronavírus que circula no Reino Unido, afirmou neste domingo (19) à AFP seu setor europeu.

Vários países europeus decidiram neste domingo suspender seus voos do Reino Unido, após a detecção de uma nova variação do coronavírus que, segundo o governo britânico, está "fora de controle".

A OMS afirmou que, além de "indícios preliminares de que a variante poderia ser mais contagiosa", a cepa em questão "também pode afetar a eficácia de alguns métodos diagnósticos segundo informações preliminares".

No entanto, "não há evidências de qualquer alteração na gravidade da doença", embora essa questão também esteja sendo investigada.

A OMS oferecerá mais informações assim que tiver "uma visão mais clara das características dessa cepa", disse um porta-voz da OMS na Europa, entrevistado pela AFP.

“Por toda a Europa, onde a transmissão é alta e generalizada, os países devem reforçar seus procedimentos de controle e prevenção”, enfatizou a OMS.

A Agência Europeia de Controle de Doenças (ECDC), composta por cerca de trinta países incluindo os membros da UE e o Reino Unido, não descartou que a mutação já circule fora do território britâncio.

Chamada "VUI 202012/01" ("Variant Under Investigation", variante em investigação), a nova cepa compreende várias mutações e apresentaria, segundo as primeiras avaliações, um nível mais alto de infecção.

De acordo com a OMS e a ECDC, já foram notificados vários casos fora do território britânico: nove na Dinamarca, um na Holanda e outro na Austrália.

"A maioria dos países da União Europeia sequenciam o vírus em uma proporção muito menor que o Reino Unido, então não se pode descartar uma circulação fora do Reino Unido", observou a ECDC.

"As pessoas com vínculo epidemiológico com os casos portadores da nova mutação ou que tenham viajado para os setores infectados devem ser identificadas imediatamente", destacou a agência europeia, que pediu para "examinar, isolar e acompanhar os seus contatos".

- Cepa na África do Sul -

Em uma escala global, a OMS recomenda que "todos os países aumentem suas capacidades de sequenciamento do vírus SARS-CoV-2 sempre que possível e compartilhem dados internacionalmente, especialmente se as mesmas mutações problemáticas forem identificadas".

Além dos três países que detectaram a cepa do Reino Unido em seu território, "outros países relataram outras variações à OMS, incluindo algumas alterações genéticas na variante britânica", mais notavelmente uma mutação batizada de "N501Y".

A África do Sul, que também relatou uma variante problemática na sexta-feira, acredita que a mutação mencionada estaria por trás do aumento das infecções. Uma hipótese que estaria sendo investigada, segundo a OMS.

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