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A OMS pede o desenvolvimento "massivo" de meios para produzir vacinas contra a covid

·2 minuto de leitura
As vacinas são consideradas essenciais na luta contra a pandemia de coronavírus

O diretor-geral da OMS apelou nesta sexta-feira (5) a "um desenvolvimento maciço das capacidades de produção" de vacinas anticovid para não aniquilar todo o progresso feito na luta contra a pandemia.

Tedros Adhanom Ghebreyesus citou o exemplo do grupo farmacêutico francês Sanofi, que demorou a desenvolver sua própria vacina, mas se oferece para produzir a partir deste verão a de sua concorrência Pfizer/BioNTech, já amplamente autorizada e de eficácia comprovada.

"Pedimos a outras empresas que façam o mesmo", afirmou a autoridade.

As cifras envolvidas são gigantescas. A Pfizer estima que o faturamento de sua vacina anticovid chegará a 15 bilhões de dólares em 2021.

No final de janeiro, a suíça Novartis também anunciou que estava disponibilizando capacidades para colocar a vacina Pfizer/BioNTech nos recipientes.

"Os fabricantes podem fazer mais - eles receberam um financiamento público significativo, e encorajamos todos eles a compartilhar dados e tecnologias para ajudar no acesso equitativo às vacinas em todo o mundo", disse o Dr. Tedros.

Ele sugeriu refazer o que já se mostrou eficaz para aumentar a produção de tratamentos anti-HIV e hepatite C.

Nesses casos, grupos farmacêuticos concordaram em licenças de fabricação não exclusivas para outros produtores produzirem os medicamentos.

"Aumentar a capacidade de produção em escala global tornaria os países pobres menos dependentes dos ricos", ressaltou.

Ele reiterou seu apelo aos países ricos, que vacinaram os mais vulneráveis e seus profissionais de saúde, para que disponibilizem as doses restantes aos países pobres.

Embora o número de vacinações no mundo supere o número de casos registrados, o diretor-geral destacou que três quartos das vacinações foram realizadas apenas em 10 países que representam 60% do PIB mundial.

"Pelo menos 130 países, que têm 2,5 bilhões de pessoas, não injetaram uma única vacina", ressaltou.

"Se não erradicarmos o vírus em todos os lugares, poderemos voltarmos ao início" da pandemia, alertou.

vog/avz/eg/mis/ap