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OMS ainda não considera novo coronavírus como pandemia

OMS diz que o surto de vírus na China não é uma pandemia mundial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou nesta terça-feira (4) que a epidemia de pneumonia viral que surgiu na China ainda não constitui uma "pandemia".

"Atualmente, não estamos numa situação de pandemia", termo que se aplica a uma situação de propagação mundial de uma doença, declarou à imprensa a diretora do Departamento de Preparação Mundial para Riscos Infecciosos da OMS, Sylvie Briand.

"Estamos em uma fase epidêmica com múltiplos surtos", acrescentou.

Desde sua aparição em dezembro na cidade de Wuhan, no centro da China, o novo coronavírus já infectou mais de 20.000 pessoas e se espalhou para mais de 20 países.

Já matou 425 pessoas na China continental, de acordo com o último relatório anunciado pelas autoridades nesta terça-feira. Outra pessoa morreu na região autônoma chinesa de Hong Kong, e uma morte foi relatada nas Filipinas.

Briand lembrou que o berço da epidemia era a província de Hubei.

"A transmissão de homem para homem é intensa, e as autoridades chinesas adotaram medidas" para limitar a propagação da doença, disse ela.

"Esperamos que, com base nessas medidas tomadas em Hubei, mas também em outros lugares em que casos foram relatados, possamos parar a transmissão e nos livrar desse vírus", acrescentou.

Ela reconheceu que era um "desafio", devido ao deslocamento das populações e à facilidade de transmissão do vírus.

"Não estou dizendo que é fácil, mas (...) achamos que é possível", frisou.

Chamado 2019-nCoV, o novo vírus e o da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) pertencem à mesma família - a dos coronavírus - e têm 80% de semelhanças genéticas.

A transmissão do vírus entre humanos foi estabelecida, mas os cientistas ainda estudam a facilidade com que ele pode ser transmitido.

O vírus é transmitido por gotículas emitidas por um paciente doente, "o que significa que o vírus permanece por algum tempo em superfícies, mas ainda não sabemos por quanto tempo", observou Briand, enfatizando a importância da lavagem frequente das mãos.

Ela também ressaltou que as pessoas com sintomas devem usar máscaras para evitar espalhar o vírus para outras pessoas.

Quanto aos outros, ela diz que "é preciso ter muito cuidado. A máscara em si não é suficiente para se proteger completamente", advertiu.

"É por isso que devemos lavar as mãos regularmente, porque o risco é que as pessoas, sem perceberem, toquem em superfícies infectadas e depois levem a mão aos olhos, à boca. E ali, de fato, a máscara representa uma falsa segurança", insistiu.