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OMC prevê crescimento de 8% do comércio

·2 minuto de leitura
A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Ngozi Okonjo-Iweala e o embaixador colombiano Santiago Wills em 1º de março de 2021 em Genebra

O comércio mundial vai crescer 8% este ano, um ritmo de expansão ligeiramente superior ao esperado, mas que, mesmo assim, não permitirá um retorno à situação anterior à pandemia, informou nesta quarta-feira (31) a Organização Mundial do Comércio (OMC).

A OMC melhorou essa projeção, de 7,2% que calculava anteriormente, continuando assim sua recuperação após o colapso devido à pandemia de covid-19 no segundo trimestre do ano passado.

Conforme esperado, o crescimento do comércio deve desacelerar a 4,0% em 2022, e os efeitos da pandemia continuarão sendo sentidos, pois esse ritmo de expansão manteria o comércio abaixo da tendência pré-covid-19, de acordo com a OMC.

Em 2020, o comércio mundial despencou 5,3%. A queda foi menor que a redução de 9,2% nas projeções anteriores da organização, que datavam de outubro.

De acordo com a OMC, os resultados econômicos melhores do que o esperado no final do ano podem ser explicados em parte pelos anúncios feitos em novembro das novas vacinas contra a covid-19, que contribuíram para aumentar a confiança de empresas e consumidores.

Além disso, o crescimento mais rápido do comércio e da produção na segunda metade de 2020 foi impulsionado por intervenções políticas significativas por parte dos governos, em particular medidas de estímulo fiscal significativas dos Estados Unidos, comentou a OMC.

Da mesma forma, continua a organização, a gestão eficaz da pandemia limitou o alcance da desaceleração econômica na China e de outras economias asiáticas, o que lhes permitiu continuar importando.

Essas medidas ajudaram a impulsionar a demanda global e podem ter evitado uma nova queda no comércio, explicou.

- A chave: acesso às vacinas -

"A forte recuperação do comércio mundial desde meados do ano passado ajudou a suavizar o golpe da pandemia para pessoas, empresas e economias", disse a diretor-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.

"Manter os mercados internacionais abertos será essencial para as economias se recuperarem desta crise. E o fornecimento rápido, global e equitativo de vacinas é um pré-requisito para a recuperação forte e sustentada de que todos precisamos", acrescentou.

A OMC adverte que as perspectivas relativamente positivas de curto prazo para o comércio mundial "são obscurecidas por disparidades regionais, fraqueza persistente no comércio de serviços e atrasos" nas campanhas de vacinação, especialmente nos países pobres.

A covid-19 continua sendo "a maior ameaça às perspectivas para o comércio, já que novas ondas de infecções podem facilmente impedir a recuperação esperada", disse a organização com sede em Genebra.

"Enquanto um grande número de pessoas e países permanecerem excluídos do acesso suficiente às vacinas, o crescimento desacelerará e poderá reverter a recuperação econômica em todo o mundo", enfatizou Okonjo-Iweala.

apo/vog/eb/mis/mb/mr