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Governo tenta "criminalizar" protestos na Guatemala, afirma ombudsman

·3 minuto de leitura
Um manifestante gesticula após incendiar um escritório do prédio do Congresso durante um protesto exigindo a renúncia do presidente Alejandro Giammattei, na Cidade da Guatemala em 21 de novembro de 2020. O vice-presidente da Guatemala, Guillermo Castillo, pediu ao presidente Alejandro Giammattei que renunciassem juntos por “o bem do país”.

O ombudsman (defensor do povo) da Guatemala, Jordán Rodas, afirmou no domingo (2( que o governo tentou "criminalizar" os protestos que pedem a saída do presidente Alejandro Giammattei, com base em atos de violência que aconteceram à margem das manifestações.

"Rejeito os atos de vandalismo que ocorreram à margem das manifestações convocadas pelos cidadãos", disse Rodas em um comunicado.

Rodas, procurador de Direitos Humanos, escreveu ainda que "não é ético que o ministério do Governo (Casa Civil) use o vandalismo para justificar a perseguição contra jornalistas e defensores dos direitos humanos, e criminalizar a legítima manifestação dos cidadãos".

No sábado, milhares de guatemaltecos retomaram as manifestações ao se concentrarem na praça em frente à antiga sede do governo na capital para exigir a saída do governante, a quem também responsabilizam de elaborar de forma nebulosa o orçamento do país para 2021, que mais tarde foi anulado.

Depois de horas de protesto pacífico, um grupo de pessoas com os rostos cobertos chegou em um ônibus do serviço público sem passageiros e ateou fogo ao veículo em frente ao Palácio Nacional.

Nos incidentes ficaram feridos três jornalistas, cinco policiais e três delegados da Procuradoria dos Direitos Humanos.

Antes, Rodas, titular desse órgão, manifestou seu absoluto "repúdio e total condenação aos atos de vandalismo e agressões realizados por um grupo armado contra as pessoas que participaram da manifestação pacífica".

Também solicitou a Giammattei a destituição do Ministro do Governo (Casa Civil), Gendri Reyes, e do diretor-geral da Polícia, José Tzubán, ao culpá-los diretamente pelos incidentes e por não cumprirem "seu dever de garantir os direitos humanos e a integridade das pessoas que se manifestaram pacificamente, bem como para proteger a propriedade pública e privada".

O ministro Reyes afirmou "investigações estão acontecendo para encontrar os autores materiais e intelectuais dos atos deploráveis que colocaram a população em risco"

Ele considerou que o incêndio do ônibus foi "um ato totalmente planejado e financiado por algum grupo que tenta desestabilizar a ordem institucional do país".

Segundo o ministro, aqueles que participaram deste ato também estiveram envolvidos no incêndio de parte do Parlamento, que aconteceu durante as manifestações de 21 de novembro.

"Não são atos isolados e fazem parte da mesma estratégia", disse Reyes. Ao mesmo tempo, o ministro afirmou que o governo reconhece "o direito de manifestação pacífica".

O protesto foi realizado enquanto uma missão da OEA está no país desde sexta-feira para analisar a crise política. Nesse mesmo dia se reuniu com o presidente.

Os manifestantes pediram a renúncia de todos os deputados por terem aprovado um orçamento para 2021 que é duramente criticado por não atender os problemas mais urgentes do país, como pobreza, saúde e educação.

Quase 60% dos 17 milhões de habitantes do país estão em situação de pobreza.

Também criticam o presidente, médico de profissão, pela má gestão da pandemia de covid-19 e a pouca transparência na administração de mais de 3 bilhões de dólares em empréstimos para enfrentar a pandemia.

ec/ll/gf/mvv/fp