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Olimpíadas: Medalha de Ana Marcela traz esperança de dias melhores para natação feminina

·3 minuto de leitura

Pioneirismo, ainda que tardio. A medalha conquistada por Ana Marcela Cunha na maratona aquática em Tóquio foi a primeira de ouro da natação feminina brasileira em Jogos Olímpicos. Foi, também, apenas a segunda da história do país. A outra, de bronze, veio igualmente nas águas abertas, conquistada por Poliana Okimoto na praia de Copacabana, na Rio-2016. Nos Jogos Olímpicos, o Brasil tem outras 15 medalhas, mas todas vencidas por homens.

Se a maratona aquática começa a criar uma tradição vitoriosa para o país, com dois pódios consecutivos, dentro das piscinas as mulheres brasileiras seguem sem medalhas — o melhor resultado até hoje foi o quinto lugar de Joanna Maranhão nos 400m medley em Atenas-2004.

Para Joanna, que já parou de competir, a explicação para se ter melhores resultados em águas abertas do que em piscina não é tão simples.

— É delicado falar disso porque as pessoas entendem como desmerecimento e não é nada disso. É relação complexidade versus competitividade. Quanto mais complexo, menos competitivo. É mérito de quem consegue ser eficiente em modalidades tão complexas — analisou Joanna.

Para ela, há outro fator determinante para que as nadadoras de águas abertas tenham resultados melhores em provas: investimentos. De acordo com a ex-nadadora, a modalidade, que se tornou olímpica em 2008, recebe investimentos iguais entre masculino e feminino, além de receber mais atenção após os bons resultados conquistados por Ana Marcela e Poliana.

Joanna pontua também algo muito importante:

— Ana Marcela é uma fora de série, daquelas que só haverá daqui a muitas gerações. Ela é extraordinária.

Treinador e comentarista de natação, Alexandre Pussieldi não poupa elogios para o talento natural da medalhista de ouro:

— É evidente que existe uma diferença dela para as demais.

O ouro de Ana Marcela Cunha, somado aos bronzes de Bruno Fratus, nos 50m livre, e Fernando Scheffer, nos 200m livre, representou a melhor campanha da natação brasileira em uma Olimpíada. O resultado igualou em números as três medalhas de Atlanta-1996, mas superou na qualidade (naqueles Jogos, foram uma prata e dois bronzes).

Polêmicas na CBDA

As medalhas podem ajudar a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) a se reestruturar após um período conturbado, marcado por perdas de patrocínios e até prisão de dirigentes.

Em 2017, a Justiça determinou uma intervenção na entidade e retirou Coracy Nunes da presidência, cargo que ele ocupava desde 1988, sob a acusação de desvio de recursos públicos. Coaracy chegou a ser preso pela Polícia Federal durante a operação Águas Claras, junto com outros três dirigentes da CBDA. O grupo passou três meses na prisão. Coracy morreu em maio de 2020, enquanto aguardava recurso da condenação de 11 anos.

A partir daí, a luz jogada sob a má gestão financeira da CBDA fez com que confederação passasse a respirar por aparelhos. Miguel Cagnoni foi eleito em 2018, um ano depois de um pleito que havia sido contestado pela Federação Internacional de Natação (Fina).

Em setembro de 2019, Cagnoni pediu para deixar o cargo e nomeou o ex-nadador e então diretor-executivo Ricardo Prado como seu sucessor. Ele era rompido com o vice Luiz Fernando Coelho de Oliveira. No entanto, uma assembleia geral foi realizada e conduziu o vice à presidência.

Luiz Fernando cancelou uma eleição que aconteceria ainda em 2019, que tinha sido convocada por Cagnoni, por temer estar em desacordo com as regras da Fina. Em 2020, enfim, houve um novo pleito em que ele mesmo foi eleito presidente e Ricardo Cordoni, vice.

Desde então, a CBDA tem se esforçado para conseguir novos patrocínios e a reoxigenar suas contas. A entidade chegou a ser a líder no ranking de transparência e prestação de contas da Ibmec São Paulo.

Em abril deste ano, a CBDA recebeu do governo federal o Certificado de Registro Cadastral. O documento reconhece as prestações de contas e permite que a entidade volte a receber repasses de órgãos públicos.

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