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Olimpíadas: Como as redes sociais e duas mulheres levaram Kelvin ao pódio em Tóquio

·3 minuto de leitura
Kelvin Hoefler comemora a medalha de prata (Ezra Shaw/Getty Images)
Kelvin Hoefler comemora a medalha de prata (Ezra Shaw/Getty Images)

TÓQUIO — Foi com torcida virtual, de amigos, conhecidos e da esposa Ana Paula Negrão, todos do outro lado do mundo, que Kelvin Hoefler, de 28 anos, se tornou o primeiro medalhista do Brasil nos Jogos de Tóquio e o dono da primeira medalha de prata do skate da história olímpica. 

O skatista contou que no meio da prova precisou de incentivo, de energia e que por isso entrou nas redes sociais para ver as mensagens de apoio de seus fãs e seguidores. Também ligou para a esposa que é sua técnica e fotógrafa profissional de skate para pegar dicas. Contou ainda com o apoio, este presencial, da amiga Pamela Rosa, que nesta segunda-feira irá competir na Ariake Urban Sports Park.

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Os Jogos de Tóquio não recebe público nas arenas por causa da pandemia de Covid-19. Ainda assim, jornalistas, atletas, organizadores e voluntários vibraram as as apresentações finais dos atletas que deram show de simpatia. 

— Eu estava ali no telefone, vinha uma mensagem... Eu precisava disso porque não tem público. Eu meio que fiquei vendo o Instagram, vendo as mensagens positivas, sentindo um pouco disso. Foram muitas mensagens. Pensei: "Então a hora é agora, de poder representar o meu Brasil". Até agora eu não tinha representado o país, disputamos competições privadas no skate. Foi a primeira Olimpíada representando o país. Isso é um sonho — disse Kelvin, que não desgrudou do celular nem na coletiva para a imprensa. 

Ele atendeu uma ligação dos treinadores de Pamela, Hamilton Freitas e Leandro Macaé, no meio da entrevista, mandou mensagens de texto e fez selfie. Foi o único entre os medalhistas que não largou o skate. Kelvin tirou foto com todos que pediram imagem da medalha de prata, pesada, que gerou curiosidade:

— Será que é maciça? — perguntou, em tom de brincadeira, para depois explicar o apoio da esposa e de Pamela: — As minas são foda. Elas sabem o que está acontecendo. Elas prestam atenção nos mínimos detalhes. As coisinhas. Elas botam a gente no cabresto e dizem o que é preciso fazer, até mesmo para tomar água. (Depois das quedas, na segunda e na terceira voltas) Eu falei que estava muito vento e elas falaram: "Troca, manda outra manobra. Manda essa aqui, passa a vela em tal lugar". As duas falaram a mesma coisa.

Ele disse que nesta segunda-feira vai retribuir o carinho da amiga e ficar a seu lado na pista. E que já estava nervoso por ela. As disputas do skate street começam às 20h30 (horário de Brasília). 

Kelvin contou que recebeu várias mensagens no seu celular no meio da competição. E de "gente aleatória", que jogou Free Fire com ele na véspera.

— Gosto bastante de jogos de celular, então muita gente com quem eu joguei estava mandando mensagem. Eu estava jogando ontem à noite (risos). E os caras dizendo: "Eu joguei com você ontem. Você matou tal pessoa do jogo e a gente está torcendo por você". Eu achei isso muito legal. Isso globaliza um pouco, me fortaleceu um pouco mais.

Kelvin contou que não é de ficar pendurado nas redes sociais. E que a esposa, que também é fotógrafa, é quem costuma postar suas fotos. Mas disse que durante a pandemia, montou um grupo de skatistas para jogar Free Fire e apeoximar a galera:

— Precisávamos de uma válvula. Estou em alguns grupos de skatistas para jogar videogame, para a gente ter essa válvula de escape, de trocar ideia, de se divertir jogando videogame, estando fora das competições, de se ver pessoalmente. Isso foi muito legal.

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