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Olimpíadas: Candidato 'oculto' à medalha, vascaíno Caio Bonfim tentou o futebol até os 16 anos

·3 minuto de leitura

Caio Bonfim era adolescente no Distrito Federal no começo dos anos 2000 quando atuava pelas divisões de base do Brasiliense. Jogava de lateral-esquerdo, treinava no futsal três vezes por semana para aprimorar os fundamentos, e era seu projeto de vida virar jogador de futebol. Algo que levava realmente a sério. Se possível, queria atuar pelo Vasco, clube do coração.

Seu tino para esporte veio de muito cedo, de casa. Filho e aluno de Gianetti Sena, ex-atleta da marcha atlética e sua atual treinadora, cresceu em meio a pistas de atletismo, competições. Seu pai, João Sena, é técnico conhecido no cenário nacional, tem um programa em Sobradinho para revelar novos talentos.

Aos 16 anos, Caio tinha dificuldades para deslanchar com a bola e Brasília não era a cidade mais proprícia para ser a do começo de sua carreira. Dona Gianetti, que o acompanhava nos treinos, já vinha descontente, percebia as panelinhas entre os pais dos outros alunos.

- Eu via muita coisa estranha. Ele era um excelente jogador. Como sempre foi magrelinho, corria muito. Era destro, mas aprendeu a chutar com a esquerda. Eu assistia aos treinos, aos jogos. Um dia disse para ele "meu filho, você nasceu no pior lugar do Brasil para jogar bola. Mas eu vou fazer o seguinte: vou largar tudo, vamos atrás de peneiras pelo Brasil. Vamos buscar o sonho" - conta.

Antes disso, Caio desistiu de ser jogador. Filho de técnico e de atleta da marcha atlética, decidiu seguir os passos dos pais no atletismo. E o Brasil ganhou o melhor marchador de sua história. Na madrugada desta quinta-feira, às 4h30 (de Brasília), ele competirá na prova dos 20km nos Jogos de Tóquio. É sua terceira Olimpíada. Ela tem tudo para ser a melhor de todas.

Candidato oculto

Caio Bonfim é um dos atletas brasileiros com condição de brigar por medalha menos citados como tal entre todos que viajaram para o Japão. Quarto lugar na prova nos Jogos do Rio, medalha de bronze no Mundial de Londres, em 2017, acumula experiência com uma idade ainda de auge físico, aos 30 anos.

Dá confiança o fato de ter conseguido, no último ciclo olímpico, melhorado suas marcas. O melhor tempo na temporada de 2019, 1h18m47s, renderia a medalha de ouro em 2016. Repetir a marca, obtida depois de cumprir suspensão por doping em 2018 por uso de bumetanide, um diurético, é ficar muito próximo de um lugar no pódio em Tóquio.

- São cinco anos depois e os Jogos são diferentes. Mas dois do pódio no Rio não estarão competindo aqui. Estou na melhor forma possível. Sou otimista. Procurei trabalhar o máximo que pudesse, fizemos trabalho na altitude. Estive entre os melhores, bati recordes pessoais em 2019, nesse ciclo, um ano após o outro. Trabalho não faltou - afirmou.

Além de Bonfim, outros dois brasileiros disputarão os 20km da marcha atlética: Lucas Mazzo e Matheus Correa.

Família vascaína

Mas é o quase jogador de futebol o brasileiro com mais chances de medalha. Após falar sobre o passado ligado ao esporte, é inevitável a pergunta sobre qual time mexe com o coração do marchador. Caio, sem disfarçar a tristeza na voz devido ao momento ruim do clube, revela que é vascaíno.

Na verdade, a família inteira é. Caio conheceu o futebol vendo os tempos áureos do time, no fim dos anos 1990. Para completar, sua mãe, vascaína, ainda teve a felicidade de ser contratada para defender o cruz-maltino no surto olímpico promovido pelo então vice-presidente de futebol Eurico Miranda, que contratou uma série de atletas no ciclo anterior aos Jogos de 2000.

Foram muitas viagens de Brasília para ver o Vasco jogar, em São Januário, e no Maracanã. A família guarda as lembranças do período com carinho.

- Fui atleta campeã pelo Vasco, campeã brasileira e carioca. Fui para o Vasco fiquei um ano lá, fiquei um período sem receber, mas realizei meu sonho de ser sócia do Vasco, ir a São Januário. Para mim, estar com aquela roupa do Vasco era o máximo. Foi uma época muito joia, aquele Vasco campeão era um timaço - recorda Gianetti.

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