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Olimpíadas: Abner Teixeira leva bronze após perder para cubano favorito no confronto

·3 minuto de leitura

O brasileiro Abner Teixeira ficou com o bronze após perder nesta terça-feira para o cubano Julio Cesar La Cruz, favorito no confronto, em luta válida pela semifinal da categoria peso-pesado (até 91 kg). Apesar da derrota, o pódio já estava garantido, uma vez que que não há disputa de terceiro lugar no boxe. Independente do resultado, o Brasil igualou seu recorde de medalhas da modalidade em uma mesma edição. Além dele, Hebert Conceição e Bia Ferreira também alcançaram a semifinal.

Até então, a melhor campanha do boxe brasileiro na história das Olimpíadas havia sido em Londres-2012. Na ocasião, três boxeadores do país subiram no pódio: Esquiva Falcão foi prata nos médios, e Yamaguchi Falcão (meio-pesado) e Adriana Araújo (leve) ficaram com o bronze. Antes deles, apenas Servílio de Oliveira havia ganhado um bronze na Cidade do México-1968.

Apesar de o brasileiro começar bem a luta, o cubano reagiu e levou a melhor no primeiro round. Como de costume, La Cruz abusou do tom provocativo, com a guarda baixa, mas chegou a encurralar Abner. No segundo assalto, se aproveitando de sua experiência e malandragem, o cubano novamente superou o brasileiro, que tentava equilibrar as ações. No último e decisivo round, Abner não conseguiu reverter a desvantagem e convencer os juízes, que deram vitória ao rival.

Medalhista olímpico na Rio-2016 e tetracampeão mundial, La Cruz vai enfrentar Muslim Gadzhimagomedov, do Comitê Olímpico Russo, na final. Ao vencer o jordaniano Hussein Iashaish na última sexta-feira, Abner já havia garantido a medalha de bronze para o Brasil.

Vinda de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, a família de Abner se mudou para lá em 2011, quando ele tinha 15 anos. No ano seguinte, por "curiosidade", começou a praticar boxe num projeto social, o "Boxe - Mãos para o Futuro". Naquela época, a referência de Abner nos esportes era o lutador Anderson Silva, estrela do peso médio do UFC.

O professor Vladimir Godoi notou que o jovem levava jeito para o boxe, e o incentivou a participar de uma peneira numa academia da cidade, que hoje não existe mais. O garoto superou os adversários e continuou a treinar. Desde então, ele foi bicampeão brasileiro juvenil (2013 e 2014), bicampeão brasileiro de elite (2015 e 2016) e ouro no torneio Sul-Sudeste.

A ascensão o levou para a seleção olímpica após os Jogos do Rio, em 2016. Nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 2019, Abner conquistou a medalha de bronze. Agora, ele mira o topo do pódio de Tóquio, para então disputar o título mundial no fim do ano.

Essa é a terceira Olimpíada seguida em que o boxe garante medalha ao Brasil. Em Londres (2012), foram três na modalidade, desempenho inferior apenas ao judô brasileiro. Depois de 44 anos sem subir ao pódio, o Brasil conquistou uma prata, com Esquiva Falcão, e dois bronzes, com Adriana Araújo e Yamaguchi Falcão. Na Rio-2016, o boxe ganhou o primeiro ouro olímpico da história, com Robson Conceição, na categoria peso-ligeiro.

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