Mercado fechará em 6 h 34 min
  • BOVESPA

    111.312,42
    -126,95 (-0,11%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.307,71
    -884,59 (-1,69%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,87
    -1,10 (-1,53%)
     
  • OURO

    1.758,10
    +6,70 (+0,38%)
     
  • BTC-USD

    43.814,82
    -3.511,94 (-7,42%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.089,04
    -136,49 (-11,14%)
     
  • S&P500

    4.432,99
    -40,76 (-0,91%)
     
  • DOW JONES

    34.584,88
    -166,42 (-0,48%)
     
  • FTSE

    6.852,70
    -110,94 (-1,59%)
     
  • HANG SENG

    24.099,14
    -821,62 (-3,30%)
     
  • NIKKEI

    30.500,05
    +176,75 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.094,75
    -231,25 (-1,51%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2302
    +0,0308 (+0,50%)
     

Olimpíada de Tóquio: família de Jaqueline Ferreira, do levantamento de peso, abre a casa de lembra história da atleta

·3 minuto de leitura

Na calçada da rua onde mora a família de Jaqueline Ferreira, no bairro Vila Maria Madalena, ontem, os vizinhos se perguntavam quando ela vai competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nascida e criada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a atleta do levantamento de peso vai representar o Brasil pela terceira vez numa Olimpíada, no próximo domingo.

A caxiense de 34 anos teve seu primeiro contato com o esporte nas aulas de Educação Física da Escola Municipal Jornalista Moacyr Padilha, onde estudou. Ela começou no atletismo, treinando na Vila Olímpica de Caxias, e só depois migrou para o levantamento de peso. Também teve que enfrentar um outro obstáculo: a resistência da família, que achava que essas atividades não eram “coisa de menina”.

— No início, eu comecei a implicar, depois fui me acostumando, e foi só orgulho — lembra a mãe da atleta, Gilda Ferreira, de 65 anos.

Foram os professores da escola onde Jaqueline estudou que conseguiram convencer Gilda de que a menina, à época com 12 anos de idade, tinha futuro no esporte.

— A diretora me chamou para uma reunião e falou que ela tinha possibilidade de ser uma atleta. Conversou muito comigo, porque eu estava rejeitando. Jaqueline quando era criança subia em tudo, jogava bola. Era uma menina ativa. Era para ser mesmo uma atleta — conta a mãe.

A insistência e a perseverança da jovem no esporte a levaram longe. Jaqueline coleciona uma série de troféus e medalhas e já competiu em diversos países. É dela o melhor resultado de um brasileiro no levantamento de peso numa Olimpíada (em Londres, em 2012, ficou em quinto lugar). E a modalidade, que para a família dela não era “coisa de menina”, tem pela primeira vez igualdade numérica de gênero entre os atletas na edição de Tóquio: 98 homens e 98 mulheres, divididos em suas categorias (a de Jaqueline é de 87kg).

— Ela nunca se deixou abater por um “não” do meu pai nem da minha mãe. A gente estranhava porque parece que o Brasil não dá importância a esse esporte, então ele é pouco divulgado. Mas, aos poucos, até mesmo com o desenvolvimento da Jaqueline, a gente foi conhecendo melhor, tomando gosto, apreciando. Porque ela gosta muito, é o prazer dela. Então a gente começou a se acostumar, mas foi um pouco difícil — conta a irmã da atleta, Aline Ferreira.

Jaqueline é inspiração para novas gerações de sua família. O sobrinho mais velho, Rikelme, de 19 anos, joga futebol pelo Duque de Caxias Futebol Clube, e a sobrinha mais nova, Ariane, de 7, está aprendendo ginástica olímpica.

— Ninguém imaginava vê-la indo tão longe. Ela não teve incentivo, porque meu pai e minha mãe nunca foram de incentivar. E foi mérito dela mesmo, se esforçando. Para Jaqueline chegar a essa Olimpíada agora foi muito sacrificante. Foi lesão, a pandemia, a perda do nosso pai há três anos... Isso influencia muito dentro da família. Mas graças a Deus superamos, e ela chegou onde chegou — comemora Aline.

Os vizinhos acompanham a carreira da atleta e perguntam os dias das competições, as colocações de Jaqueline nas disputas... A família planeja alugar um telão para exibir a disputa do próximo domingo. Mas a mãe, Gilda, ainda fica agoniada de assistir à filha levantando tanto peso mesmo depois de todos esses anos competindo.

— Eu fecho o olho e só abro depois que eles botam aquela buzina, porque dá muito nervoso — conta a maior torcedora que Jaquiline tem.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos