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Olimpíada: contra a Coreia do Sul, Brasil tenta evitar pressão como a da Rússia no vôlei

·4 minuto de leitura

A queda do Brasil para a Rússia no vôlei masculino na madrugada desta quinta-feira mexeu com as emoções brasileiras dentro e fora de quadra. Enquanto a equipe de Renan Dal Zotto se prepara para disputar a medalha de bronze contra a Argentina, as meninas seguem firmes na busca pelo ouro. Nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília), disputam a semifinal contra a Coreia so Sul, na Arena Ariake. Se possível, em um jogo que passa longe da pressão pela qual passaram os colegas do masculino.

As sul-coreanas foram as primeiras adversárias do Brasil na estreia. Em jogo equilibrado, as meninas venceram por três sets a zero, com 17 pontos de Fernanda Garay. Naquela partida, a principal ameaça da equipe asiática foi a ponteira Kim Yeon-Koung. O técnico José Roberto Guimarães segue de olho na jogadora de 33 anos, com quem já trabalhou no voleibol turco.

— A gente sabe que a Coreia é uma pedra no nosso sapato, e que se não jogar bem, elas têm uma jogadora fora do comum (a ponteira Kim Yeon-Koung). Temos que ajustar essa marcação. É um time que joga com velocidade, um time que defende — avaliou após a vitória sobre as russas, pelas oitavas de final.

Na partida desta sexta, Macris, que retornou de lesão no tornozelo, deve seguir disponível. Rosamaria, destaque do último jogo, também segue como principal opção de Zé em caso de mudanças no time titular.

Grande jogo russo e falta de confiança

Na madrugada desta quinta-feira, o Brasil encarou os russos em grande forma. O oposto Mikhaylov, que já havia sido o principal jogador da vitória por três sets a zero na primeira fase, voltou a brilhar frente a Bruninho e companhia. O Brasil até começou bem a partida, fechou o primeiro set em 25 a 18, mas viu os russos crescerem no saque e na defesa para virar a partida. O ex-central Gustavo Endres, ouro em Atenas-2004 e bronze em Pequim-2008, rechaça a ideia de "apagão" e ressalta os méritos russos.

— São sequências de jogadas em que a gente não consegue botar a bola no chão, não consegue definir. Méritos do time russo em acreditar e conseguir virar aquele set. Apagão é uma palavra muito forte, parece que o jogador não consegue mais jogar. Tivemos uma sequência de saques muito bons que quebraram nosso passe e não conseguimos definir. Em várias bolas, os russos fizeram coisas maravilhosas, um rally em que a bola não caía na quadra deles — diz ele.

Gustavo explica que, em momentos como esse, jogadores de alto nível chegam a se perguntar "o que está acontecendo?", mas que a melhor solução é, de fato, colocar a bola no chão, o que não foi possível para o Brasil naquele momento. Ele lembra as tentativas de pedido de tempo e as substituições de Renan, procedimentos comuns para tentar virar o momento.

— Quando você não consegue botar a bola no chão e vem a segunda, a terceira e a quarta, causa uma certa perda de confiança. Você vai para a próxima bola sem a mesma convicção que tinha durante todo o set. E aí começa a ficar muito difícil, do outro lado aumenta a confiança de que qualquer coisa é possível — diz ele, ressaltando o nervosismo que situações como essa trazem:

— Aquilo começa a te consumir, a te deixar mais nervoso, inseguro. Você não arrisca tanto, não procura no ataque a bola perto da linha, vai buscar mais o meio da quadra, onde o bloqueio russo acaba funcionando. Eles vem para o tudo ou nada e arriscam tudo. Tudo deu certo para eles.

Para a sequência dos Jogos, o ex-jogador acredita muito no Brasil na briga pelo bronze contra a Argentina, uma medalha ainda inédita na história do vôlei brasileiro que acredita vir para abrilhantar a seleção. No feminino, elogia Zé Roberto e a oposta Rosamaria, e mostra otimismo com o histórico recente de conquistas do ouro feminino em Olimpíadas em que o masculino não o consegue, e vice-versa.

— Claro que isso não é uma ciência exata (risos). É uma boa retrospectiva. Nossas preces estão com elas, que têm um confronto teoricamente mais tranquilo que a outra semifinal (Estados Unidos x Sérvia). O diferencial da Coreia é o técnico, o Stefano Lavarini. Já trabalhou no Brasil, foi técnico do Minas, campeão da Superliga. Conhece a equipe brasileira, e isso pode ser perigoso.

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