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De olho no tratado de livre comércio com UE, Mercosul priorizará meio ambiente

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Presidente da Argentina, Alberto Fernández

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou nesta quarta-feira (16) que buscará que o Mercosul se comprometa com os cuidados com o meio ambiente, fator importante para a ratificação de um acordo de livre comércio com a União Europeia.

"Temos a imensa oportunidade de consolidar nosso espaço comum como um espaço regional de baixo carbono e sustentável, cuidando das florestas e bosques nativos, assim como das nossas reservas de água", disse Fernández ao assumir a presidência rotativa do bloco, durante uma cúpula virtual nesta quarta com os presidentes de Brasil, Paraguai e Uruguai.

"No mundo pós-pandemia, a integração será ecológica ou não será", acrescentou o presidente argentino, que ficará à frente da organização pelos próximos seis meses.

A questão ambiental é fundamental para a confirmação do acordo de livre comércio assinado em 2019 entre o Mercosul e a União Europeia, após 20 anos de negociações com várias pausas.

A ratificação desse tratado, que englobaria um mercado de mais de 750 milhões de pessoas, exige unanimidade e vários países europeus já expressaram suas reservas, principalmente devido ao desmatamento sofrido pela Amazônia.

Os governos europeus e a própria UE temem que a expansão do mercado de produtos agrícolas e carnes agrave o desmatamento na Amazônia ao aumentar a produção de alimentos.

No entanto, o chanceler uruguaio, Francisco Bustillos, que acaba de fazer uma viagem pela Europa, afirmou que seu país acredita ser possível "atingir a tão esperada meta (de ratificar o tratado com a UE) na presidência pro tempore da Argentina".

Em seu discurso, Fernández também pediu o desenvolvimento de uma "estratégia comum de integração financeira".

O presidente paraguaio, Mario Abdo, observou que o "novo desafio" do Mercosul será o acesso às vacinas contra a covid-19 e destacou a importância do fortalecimento da integração física para reerguer a economia do bloco, debilitada pela pandemia.

A América Latina como um todo sofrerá uma contração de 7,7% de seu Produto Interno Bruto em 2020 por causa do coronavírus, segundo dados divulgados nesta quarta pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

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