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De olho em 2024, profissionais do esporte debatem importância do investimento na base

·5 minuto de leitura

Em parceria com o Sesc RJ, O GLOBO promoveu, na última quarta-feira (23), lives sobre a formação de novos atletas já visando o próximo ciclo olímpico. De olho em Paris-2024, alguns dos principais nomes do esporte profissional e de base do país compartilharam suas experiências em projetos de incentivo às praticas esportivas e contaram como superam as adversidades impostas pela pandemia.

— Fomos obrigados e fechar o campo por quatro meses. Temos sorte de o golfe ser jogado completamente ao ar livre e sem precisar ter contato. Por isso, chamamos alguns alunos de volta incentivando o uso de mascara, álcool e aferindo temperatura. Apesar do tempo distante, eles não perderam a vontade de jogar, até porque não é um esporte que se pode treinar em casa — conta Victoria Anne Whyte, presidente do Projeto Japeri Golfe Rio.

Seu projeto social foi criado em 2001, e abriga o primeiro campo público de golfe do Brasil, por onde já passaram cerca de 400 crianças e jovens, moradores da Baixada Fluminense. Na live, Vic falou sobre a importância de tornar a modalidade acessível para todas as camadas da sociedade.

— Nossa ideia nunca foi de criar campeões, mas de ensinar a importância dos estudos e da disciplina. Mesmo assim, criamos vários campeões, jogando um esporte que é tradicionalmente da elite no Brasil. Quase todos os campos estão dentro de condomínios, e essa não é a realidade para muitos.

Com o tema "Como a pandemia afeta o trabalho de renovação", a primeira mesa de debates virtual foi mediada pelo editor adjunto de esportes do GLOBO, Renan Damasceno, e contou também com a participação de Sebastião Oliveira, diretor técnico do Miratus, um Centro de Treinamento de Badminton. Ele criou em 1998 o projeto localizado na comunidade da Chacrinha, na Zona Oeste do Rio, com o objetivo de inserir crianças e adolescentes no esporte.

— Quando comecei no badminton não se via nem se falava na televisão, então estar com esse esporte dentro de uma favela é surreal — conta Sebastião, que observa no dia a dia as consequências da crise sanitária na comunidade: — Já distribuímos 110 toneladas de alimentos entre 1.700 famílias. Não podíamos virar as costas para a realidade da comunidade.

O esporte ensina a vida

O medalhista olímpico Flávio Canto, diretor-presidente do Instituto Reação e o gerente da CBF Academy, Responsabilidade Social e Sustentabilidade da CBF, Diogo Netto, fecharam a primeira live. O projeto de Flávio existe desde 2003, e promove o desenvolvimento humano e a integração social por meio do esporte e da educação, fomentando o judô desde a iniciação esportiva até o alto rendimento.

— O objetivo é formar faixas pretas dentro e fora do tatame. O esporte tem a capacidade de gerar autoestima e autoconhecimento, é um laboratório de emoções. Se pudéssemos resumir, o esporte ensina a gente a perder — disse o ex-atleta.

Diogo Netto reforçou a importância de associar esporte e educação:

— Na CBF, temos muitos projetos com foco em usar o futebol como ferramenta para transformação social. Em geral, ou o jovem escolhe ser atleta ou ele vai estudar. E não pode ser assim.

Já na segunda parte do encontro virtual, comandada pela repórter de esportes olímpicos do GLOBO Carol Knoploch, o tema foi "O que esperar para o novo ciclo olímpico". Ela recebeu a coordenadora de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, que já disputou duas olimpíadas pela seleção brasileira de futebol, e falou sobre a importância de pensar a longo prazo.

— A gente fala muito de imediatismo no Brasil, então é importante que a gente já esteja planejando outro ciclo, assim como outros países. A base é o nosso principal gargalo, o futuro do nosso futebol feminino.

O gerente executivo de Desenvolvimento Esportivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Kenji Saito, foi um dos convidados e falou sobre mudanças na entidade que visam o investimento na formação de jovens atletas.

— É uma área recente dentro do COB, mas que tem tido destaque e o reconhecimento como peça fundamental desse grande sistema do esporte de alto rendimento.

Com a experiência de anos trabalhando na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Luizomar de Moura está esperançoso com a renovação das seleções brasileiras. Atualmente, ele é técnico da equipe de vôlei Osasco/São Cristóvão Saúde e da seleção feminina do Quênia, e na live falou sobre a manutenção de bons resultados do Brasil e a importância de se reinventar.

— Com 20 anos na estrada, aprendi que se não tem investimento, tem que sobrar criatividade. Como educadores físicos, sabemos que o apoio é muito pequeno. Não podemos usar isso como desculpa, de alguma maneira temos que fazer a roda girar — disse Luizomar. — A renovação do vôlei brasileiro é muito mais na qualidade do que na quantidade. No Brasil, se criou a expectativa de grandes resultados sempre. A busca da manutenção desses resultados faz com que a renovação seja muito mais pontual — completou.

Astros mostram o caminho

O coordenador geral da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Henrique Motta, comentou sobre o projeto de massificação da modalidade no país, com o objetivo de atrair mais praticantes:

— Essa é iniciativa para descentralizar e abarcar todo o cenário nacional para a pratica da ginástica. Sem base, você não tem alto rendimento e vice-versa. É preciso que as crianças vejam os campeões fazendo ginástica para despertarem a vontade de fazer também.

O seminário realizado no Youtube e no Facebook do jornal faz parte do Intercolegial, considerado o maior evento esportivo estudantil do Brasil. Em sua 39ª edição, o projeto aposta no espírito olímpico e na solidariedade para manter a competitividade, mesmo em tempos de pandemia. Através do Intersolidário, o GLOBO e o Sesc RJ promovem uma gincana de arrecadação de alimentos entre instituições de ensino do Rio. A competição tem a bicampeão olímpica de vôlei Fabi Alvim como embaixadora.

Podem participar escolas públicas e privadas, destinadas ao ensino médio e fundamental, e as três que mais arrecadarem doações serão premiadas com um valor em dinheiro destinado a benfeitorias nas instituições, além de espaço publicitário no jornal O GLOBO*. Os alimentos arrecadados ao longo da ação serão encaminhadas ao Mesa Brasil, programa de segurança alimentar do Sesc RJ.

A participação no Intersolidário também conta pontos para o quadro geral do Intercolegial, que deve retornar com as competições no segundo semestre. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas através do site do projeto, até o dia 8 de julho.

*O concurso tem certificado de autorização secap/me n.º 03.012843/2021 - processo n.º17377.001512/2021-51

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