Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.941,68
    -160,32 (-0,15%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.599,38
    -909,02 (-1,73%)
     
  • PETROLEO CRU

    84,83
    -0,31 (-0,36%)
     
  • OURO

    1.836,10
    +4,30 (+0,23%)
     
  • BTC-USD

    35.346,21
    +117,16 (+0,33%)
     
  • CMC Crypto 200

    870,86
    +628,18 (+258,85%)
     
  • S&P500

    4.397,94
    -84,79 (-1,89%)
     
  • DOW JONES

    34.265,37
    -450,03 (-1,30%)
     
  • FTSE

    7.494,13
    -90,88 (-1,20%)
     
  • HANG SENG

    24.965,55
    +13,25 (+0,05%)
     
  • NIKKEI

    27.522,26
    -250,64 (-0,90%)
     
  • NASDAQ

    14.411,00
    -15,50 (-0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1900
    +0,0599 (+0,98%)
     

Olavo de Carvalho negou vínculo com Bolsonaros e Allan dos Santos em depoimento à PF

·3 min de leitura
***ARQUIVO***RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor Olavo de Carvalho durante entrevista à Folha em Richmond (EUA). (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)
***ARQUIVO***RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor Olavo de Carvalho durante entrevista à Folha em Richmond (EUA). (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O escritor Olavo de Carvalho minimizou em depoimento à Polícia Federal seus vínculos com a família do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus principais discípulos no país, como o blogueiro Allan dos Santos.

Ele também negou ter saído do país para fugir do depoimento marcado com a PF, como revelou o jornal Folha de S.Paulo em novembro. Contudo, apresentou uma versão com contradições sobre sua saída do Brasil para o Paraguai, de onde voou para Miami (Estados Unidos) em 13 de novembro.

Olavo conversou com os investigadores responsáveis pelo inquérito sobre milícias digitais em 24 de novembro por meio de uma videoconferência.

O escritor disse que só teve o primeiro contato com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Allan dos Santos em 2019, depois da eleição de Jair Bolsonaro, durante um curso presencial que tratava de "estudar a política para compreender o que está se passando".

Ele disse não se recordar de ter conhecido pessoalmente o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Em relação ao presidente, disse ter conversado em quatro oportunidades, sendo três por ligação de menos de dois minutos, e uma no jantar realizado na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Olavo afirmou ter sido convidado por Bolsonaro para ocupar o cargo de ministro da Educação ou da Cultura. Ele disse que recusou o convite, mas indicou os nomes de Ernesto Araújo para as Relações Exteriores e Ricardo Vélez para a Educação. Os dois foram nomeados e depois exonerados dos cargos.

O escritor afirmou que foi para o Paraguai no dia 10 de novembro após convite de um amigo de seu filho, identificado apenas como Pedro. Ele disse que pretendia encontrar o filho em Assunção, mas, ao chegar na capital paraguaia, sentiu-se cansado e "resolveu voltar logo para os Estados Unidos".

Segundo ele, o homem identificado como Pedro enviou um carro para buscá-lo em São Paulo com dois motoristas paraguaios para levá-los até Assunção.

Ele negou que a saída do hospital, sem autorização médica, tenha ocorrido em razão da intimação feita um dia antes para depoimento com a PF.

Inicialmente, ele afirmou que comprou as passagens do Paraguai para os Estados Unidos no aeroporto. Confrontado com a informação de que uma agência de turismo de São Paulo havia confirmado ter vendido os tíquetes, ele se corrigiu e confirmou a informação dos agentes federais.

Olavo não explicou sobre porque alterou a data de embarque por duas oportunidades na agência. O voo inicialmente marcado para o dia 11 foi alterado para 12 e depois, 13 de novembro, quando finalmente embarcou.

O escritor disse também que teve três encontros com Steve Bannon, ex-conselheiro do ex-presidente norte-americano Donald Trump.

O primeiro, segundo ele, foi uma visita surpresa, na qual Bannon "apareceu de forma inesperada" em sua casa. Depois, os dois se encontraram em um jantar e no lançamento do documentário "O Jardim das Aflições", sobre Olavo.

No depoimento, ele defendeu a extinção de partidos que integram o Foro de São Paulo, citando especificamente o PT, PSOL e PSB.

Ao mesmo tempo, porém, ele disse "que não é contra a existência de partidos de esquerda, desde que tenham sido constituídos de acordo com a legislação brasileira".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos