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Olavo de Carvalho negou vínculo com Bolsonaros e Allan dos Santos em depoimento à PF

·2 min de leitura
***Arquivo **RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. Ele é um dos principais representantes do conservadorismo brasileiro. Olavo é autor da trilogia de livros “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1994), “O Jardim das Aflições” (1995) e “O Imbecil Coletivo” (1996). Já foi astrólogo, escreveu para jornais e hoje ministra aulas de filosofia online. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1910110926474059 ORG XMIT: AGEN1912061810835870 ORG XMIT: AGEN2010101505098514
***Arquivo **RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. Ele é um dos principais representantes do conservadorismo brasileiro. Olavo é autor da trilogia de livros “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1994), “O Jardim das Aflições” (1995) e “O Imbecil Coletivo” (1996). Já foi astrólogo, escreveu para jornais e hoje ministra aulas de filosofia online. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1910110926474059 ORG XMIT: AGEN1912061810835870 ORG XMIT: AGEN2010101505098514

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O escritor Olavo de Carvalho minimizou em depoimento à Polícia Federal seus vínculos com a família do presidente Jair Bolsonaro e seus principais discípulos no país, como o blogueiro Allan dos Santos.

Ele também negou ter saído do país para fugir do depoimento marcado com a PF, como revelou o jornal Folha de S.Paulo em novembro. Contudo, apresentou uma versão com contradições sobre sua saída do Brasil para o Paraguai, de onde voou para Miami (Estados Unidos) em 13 de novembro.

Olavo conversou com os investigadores responsáveis pelo inquérito sobre milícias digitais em 24 de novembro por meio de uma videoconferência.

O escritor disse que só teve o primeiro contato com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Allan dos Santos em 2019, depois da eleição de Jair Bolsonaro, durante um curso presencial que tratava de "estudar a política para compreender o que está se passando".

Ele disse não se recordar de ter conhecido pessoalmente o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Em relação ao presidente, disse ter conversado em quatro oportunidades, sendo três por ligação de menos de dois minutos, e uma no jantar realizado na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Olavo afirmou ter sido convidado por Bolsonaro para ocupar o cargo de ministro da Educação ou da Cultura. Ele disse que recusou o convite, mas indicou os nomes de Ernesto Araújo para as Relações Exteriores e Ricardo Vélez para a Educação. Os dois foram nomeados e depois exonerados dos cargos.

O escritor afirmou que foi para o Paraguai no dia 10 de novembro após convite de um amigo de seu filho, identificado apenas como Pedro. Ele disse que pretendia encontrar o filho em Assunção, mas, ao chegar na capital paraguaia, sentiu-se cansado e "resolveu voltar logo para os Estados Unidos".

Segundo ele, o homem identificado como Pedro enviou um carro para buscá-lo em São Paulo com dois motoristas paraguaios para levá-los até Assunção.

Ele negou que a saída do hospital, sem autorização médica, tenha ocorrido em razão da intimação feita um dia antes para depoimento com a PF.

Inicialmente, ele afirmou que comprou as passagens do Paraguai para os Estados Unidos no aeroporto. Confrontado com a informação de que uma agência de turismo de São Paulo havia confirmado ter vendido os tíquetes, ele se corrigiu e confirmou a informação dos agentes federais.

Olavo não explicou sobre porque alterou a data de embarque por duas oportunidades na agência. O voo inicialmente marcado para o dia 11 foi alterado para 12 e depois, 13 de novembro, quando finalmente embarcou.

No depoimento, ele defendeu a extinção de partidos que integram o Foro de São Paulo, citando especificamente o PT, PSOL e PSB.

Ao mesmo tempo, porém, ele disse "que não é contra a existência de partidos de esquerda, desde que tenham sido constituídos de acordo com a legislação brasileira".

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