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Oi planeja dobrar investimentos em segmento corporativo em 2020

Por Gabriela Mello
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Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - A Oi planeja mais que dobrar seus investimentos no segmento corporativo (B2B) em 2020 ante 2019, afirmaram nesta quarta-feira executivos do grupo que está em recuperação judicial desde 2016.

A divisão B2B da companhia, chamada Oi Soluções, fornece serviços para mais de 57 mil empresas atualmente, tanto no setor público como privado.

"Não vamos tirar pé de nenhum grande projeto... A Oi Soluções exige investimento expressivo e nós vamos mais que duplicar esse capex para B2B em 2020", disse a jornalistas a diretora da Oi Soluções, Adriana Coutinho, durante evento da companhia na capital paulista.

A executiva não quis informar o valor investido na divisão corporativa neste ano, mas destacou que a empresa desembolsou um total de 1 bilhão de reais entre 2017 e 2019.

De acordo com o balanço mais recente da companhia, divulgado na segunda-feira, o segmento B2B correspondeu a quase 28% da receita líquida consolidada da Oi nos nove primeiros meses de 2019.

Conforme clientes migram dos serviços de voz para dados, a Oi planeja utilizar sua infraestrutura de fibra para assumir a liderança em B2B entre as operadoras do Brasil, acrescentou o vice-presidente de operações do grupo, Rodrigo Abreu.

"Na prática, o B2B sempre foi importante para Oi e vai ser ainda mais a partir de agora", afirmou ele, destacando que a divisão já é a segunda maior da companhia, ficando atrás somente da operação móvel.

Os comentários de Abreu surgem poucos dias depois que a Oi confirmou durante teleconferência de resultados trimestrais a contratação de assessores financeiros para saber quanto vale a unidade de telefonia móvel, que vem despertando o interesse das principais rivais.

Contudo, a companhia insiste que ainda não há negociações em andamento.

Em setembro, a Reuters noticiou que a Oi estava em conversas com Telefônica Brasil e TIM para vender a operação móvel e evitar insolvência.

Executivos das três concorrentes - Telefônica Brasil, TIM e Claro, da mexicana América Móvil - já manifestaram que podem avaliar um acordo com a Oi.

Em outubro, Abreu disse em entrevista à Reuters que a operadora poderia considerar a venda da operação móvel se recebesse ofertas atraentes, mas ressaltou que a empresa não depende disso para cumprir seu planejamento estratégico.

A Oi planeja investir um total de 7 bilhões de reais em 2020. Coutinho e Abreu não informaram quanto desse montante será destinado ao segmento corporativo.