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Oi continua perdendo clientes e aumentando sua dívida no terceiro trimestre

Rafael Rodrigues da Silva

Nesta segunda-feira (2) a Oi finalmente divulgou seus resultados fiscais do terceiro trimestre de 2019 — relatório que era esperado para o dia 13 de novembro, mas que foi sendo adiado pela companhia. E, como é de se esperar de uma empresa que está em processo de recuperação judicial, o período não foi positivo, e a companhia perdeu clientes de telefonia móvel, banda larga fixa e TV paga, além de fechar o período com um prejuízo de R$ 5,7 bilhões.

No total, a Oi fechou o terceiro trimestre deste ano (período entre julho e setembro) com 55,1 milhões de clientes, o que é 6,2% a menos do que a empresa tinha no mesmo período do ano passado. A receita líquida total da empresa também teve uma queda de 8,8% em relação à 2018, fechando com um total de R$ 5 bilhões. Isso fez com que a dívida líquida da empresa crescesse 17% em comparação com o mesmo período do ano passado, chegando à marca de R$ 14,7 bilhões.

Na divisão de telefonia móvel, a receita líquida foi de R$ 1,7 bilhão (2,2% menor do que no mesmo período de 2018), mas mesmo assim foi a que mais apresentou pontos positivos. Isso porque, apesar de a Oi ter fechado o trimestre com um número total de clientes na telefonia móvel 4,8% menor do que no ano passado, a empresa apresentou um aumento de 22,8% na quantidade de clientes do plano pós-pago, o que fez com que o ARPU (receita média por usuário) crescesse 1,2%, atingindo um valor de R$ 16,30. Esse crescimento ocorreu por conta do marketing agressivo da empresa do plano pós-pago de R$ 99, que oferece aos usuários 50 GB de dados para navegação na internet por mês.

Já o setor de serviços residenciais (telefonia fixa e TV paga) fechou com uma receita de R$ 1,8 bilhão, o que significou uma queda de 13,5% em relação ao ano passado. A empresa também sofreu com a queda do número de clientes dessas categorias, perdendo 12,8% da carteira de telefonia fixa e 9,7% da de banda larga em relação ao mesmo período de 2018. Já do serviço de TV paga, a companhia não divulgou números exatos, mas revelou que houve uma queda de 3% nas receitas e de 3,6% no número de clientes em comparação com o mesmo período do ano passado.

A empresa também apresentou queda no segmento corporativo, com uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão — 8% menor do que no mesmo período do ano passado. Os principais responsáveis pela queda foram a diminuição no número de clientes dos serviços de banda larga fixa corporativa (que caíram 6,7% em relação ao ano passado) e nos de serviço de voz fixa (que diminuíram 3,3% em relação ao ano passado), mas ao mesmo tempo a companhia apresentou um aumento de 2,1% no número de clientes corporativos de telefonia móvel.

A empresa também continuou investindo durante o terceiro trimestre do ano em seu plano de expansão da rede de fibra óptica, mas ainda não conseguiu atingir os resultados esperados, e a própria operadora afirma que a maior parte da base atual de banda larga é composta por conexões de fio de cobre (tecnologias ADSL e VDSL), Atualmente, a companhia atende 3,6 milhões de domicílios no Brasil com seus serviços de fibra óptica, e o plano é atingir o número de 16 milhões de domicílios até 2021.

Fonte: Canaltech

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