Mercado abrirá em 31 mins
  • BOVESPA

    95.368,76
    -4.236,78 (-4,25%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    37.393,71
    -607,60 (-1,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    36,01
    -1,38 (-3,69%)
     
  • OURO

    1.879,00
    -0,20 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    13.131,23
    -32,16 (-0,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    259,44
    -13,25 (-4,86%)
     
  • S&P500

    3.271,03
    -119,65 (-3,53%)
     
  • DOW JONES

    26.519,95
    -943,24 (-3,43%)
     
  • FTSE

    5.586,28
    +3,48 (+0,06%)
     
  • HANG SENG

    24.586,60
    -122,20 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    23.331,94
    -86,57 (-0,37%)
     
  • NASDAQ

    11.217,50
    +84,75 (+0,76%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7151
    -0,0193 (-0,29%)
     

Oi calcula que investimento em telefonia fixa deve consumir R$ 10 bi em quatro anos

Rodrigo Carro
·2 minutos de leitura

Para o diretor-presidente da empresa, Rodrigo Abreu, o montante poderia ser usado para fazer investimentos "produtivos de altíssima importância para o país" Leonardo Rodrigues / Valor O diretor-presidente da Oi, Rodrigo Abreu, afirmou nesta terça-feira que os investimentos das companhias de telecomunicações no serviço de telefonia fixa baseado em cabos de cobre deverão consumir R$ 10 bilhões nos próximos quatro anos. Em seminário virtual promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o executivo classificou esses investimentos como “não produtivos” e acrescentou que, em muitos casos, a prestação do serviço de telefonia fixa é inviável economicamente. “A nossa proposta, que nós estamos advogando, é a do chamado modelo de ‘carrier of last resort’, ou seja, ter obrigações onde não existem outras alternativas”, defendeu ele, durante participação no “Painel Telebrasil 2020”. Segundo ele, esses investimentos não produtivos estão sendo realizados com recursos escassos. “Existe uma inviabilidade econômica do serviço em muitos casos. O valor da tarifa para alcançar o ‘break-even’ [equilíbrio] da telefonia fixa seria no nosso caso um valor superior a R$ 100, maior do que um pacote básico de fibra hoje. E os valores de investimento que são previstos para os próximos quatro anos, que são perdas próximas de R$ 10 bilhões, o número é esse mesmo: R$ 10 bilhões poderiam ser suficientes para fazer investimentos produtivos de altíssima importância para o país, como expansão de fibra e aumento da cobertura 4G e 5G, até mesmo oferta a clientes de soluções alternativas, e isto tudo está sendo direcionado hoje para investimento não produtivo em cobre”, disse o executivo. Abreu destacou também que, para cada real que as operadoras de telecomunicações gastarem com licenças para prestação de serviços 5G, um real deixará de ser investido em infraestrutura móvel de quinta geração. Ele e outros participantes do evento defenderam que o leilão de 5G previsto para o próximo ano não deve ter viés arrecadatório. “Se você tem um retorno fixo, cada real a mais que você para pela licença é um real a menos que você investe”, sustentou o diretor-presidente da Oi. Com relação ao compartilhamento de infraestrutura, Abreu argumentou que não faz sentido do ponto de vista econômico-financeiro a construção de diferentes redes de suporte para o tráfego de dados em paralelo. “É inviável imaginar que a gente tenha quatro, cinco, aí se você imaginar as pequenas operadoras ao longo do país, centenas de operadoras implantando infraestrutura de conexão, de transporte [de dados], de maneira descentralizada, paralela. Não faz sentido você instalar várias rodovias em paralelo. O modelo de compartilhamento de infraestrutura de suporte também vai ser muito crítico”, disse.