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Oferta pela Oi não é questão de vida ou morte, diz presidente da TIM

·5 minuto de leitura

Pietro Labriola reconhece que o negócio seria positivo para a companhia, mas destaca que "há condições de prosperar independentemente" do resultado A oferta vinculante que a TIM fez pelos ativos móveis da Oi junto com Telefônica e Claro é importante, mas sua participação não é uma questão de vida ou morte, disse Pietro Labriola, diretor-presidente da TIM, nesta quinta-feira, durante teleconferência para apresentação de resultados do segundo trimestre. Mas se o negócio com Oi for concretizado, isso deverá fortalecer a TIM, afirmou. “Temos todas as condições para prosperar independentemente do resultado das negociações”, acrescentou. “Será bom se [o negócio] acontecer, vai gerar valor significativo para todos os envolvidos.” Mas o executivo destacou que o processo para uma potencial aquisição é longo e complexo. O trio de operadoras da qual a TIM faz parte anunciou nesta semana uma elevação da proposta pelos ativos móveis da Oi, para R$ 16,5 bilhões. Elas disputam o negócio com a Highline do Brasil, provedora de infraestrutura controlada pela gestora americana Digital Colony, que assinou um contrato de exclusividade para negociar a compra da unidade. Pietro Labriola, da TIM, diz que companhia tem condições de prosperar independentemente das negociações com a Oi Maira Vieira/Valor. Labriola informou que a TIM não fez oferta pela área de infraestrutura da Oi, a InfraCo, pela qual concorrem cerca de dez grupos. “Não estamos interessados na rede da Oi”, disse o executivo. Segundo ele, no futuro a TIM poderá até ser cliente da InfraCo, empresa que concentra a rede de fibras ópticas, dutos e condutores da operadora em recuperação judicial. Há muito ainda por fazer no país em relação a infraestrutura, disse Mario Girasole, vice-presidente de assuntos regulatórios e institucionais da TIM Brasil. “Queremos captar mais aumento de valor, com valor de infraestrutura também." A TIM vai lançar sua própria empresa de infraestrutura, a TIM Live. Inicialmente esse veículo vai concentrar a rede de fibras da companhia como um projeto próprio, e não uma rede neutra como a InfraCo. Numa segunda fase, a rede também poderá ser aberta. A companhia está procurando parceiros. 5G Embora seja a companhia que mais precisa de espectro para expandir sua operação, em relação à Telefônica e Claro, a TIM tem outras opções para obter radiofrequência mesmo que o consórcio formado pelas três companhias não seja bem-sucedido na proposta pela área móvel da Oi, afirmou Labriola. Para o executivo, o leilão de 5G que será promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2021 traz uma oportunidade para a TIM, com a faixa de 700 megahertz. Ele destaca que a companhia já explorou essa frequência no passado. Na verdade, todas as operadoras de serviços móveis puderam usar 700 MHz para implantar 4G. Outra oportunidade é a abertura que já ocorreu em algumas cidades para instalar mais torres, como Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, com muitos interessados em instalar sites, segundo o executivo. Ele mencionou também oportunidades na banda de 2 gigahertz (GHZ) e 3 GHz no leilão. Labriola disse que não espera uma redução de investimento significativa para este ano. Mas pode haver algum impacto no gasto operacional comparado ao segundo trimestre. A companhia afirma que continua investindo em inovação e na expansão da fibra e que está acelerando seu ritmo de crescimento. Em 2017, a rede de fibra que suporta backbone e backhaul (formatos de rede) estava presente em 450 cidades, informou a TIM. A meta é chegar até 2022 com presença em 1,5 mil cidades. A rede de transporte está projetada para crescer mais de 30%, indo além de 130 mil km de fibra para backhaul e backbone. Compartilhamento com a Oi A direção da TIM considera que o fatiamento e a venda dos ativos da Oi não tenham impacto em relação aos contratos para “swap” de fibra óptica (troca de capacidade) mantido entre as duas companhias. “Quando chegar a data de expiração [dos contratos], teremos oportunidade de renovar, ou podemos avaliar fazer o ‘swap’ com outro player”, disse o diretor-presidente. O principal acordo da TIM com a Oi é de “ran sharing” (compartilhamento de rede de acesso via rádio) na faixa de 2,5 gigahertz para serviços de 4G. Com a Oi em recuperação judicial, a TIM afirma que tem obrigação de garantir a qualidade do serviço aos seus clientes e acompanha isso diariamente. Sobre o posicionamento em relação a novos “swaps” após a venda dos ativos da Oi, Labriola disse que se a Oi vender todo o seu negócio móvel, o contrato não poderá ser cancelado porque também é usado no negócio fixo. “Entendo que os contratos estarão na UPI de infraestrutura (InfraCo), não esperamos ruptura ou problema”, disse o executivo. A Client Co, que é a empresa que restará da Oi após a venda da infraestrutura, também tem fibra, por causa dos bens atrelados à concessão. Por isso, Labriola disse acreditar que é provável que a fibra em “swap” seja das duas unidades, a InfraCo (que a Oi terá fatia de 49%), e a Oi Client. Para Leonardo Capdeville, que responde por tecnologia e informação da TIM, o “swap” de fibra é de Ebitda neutro, com equilíbrio na quantidade da fibra ofertada e recebida. Assim, ele não espera mudanças significativas nem ruptura de contrato. Hoje, mais de 20% dos smarthpones em uso na base da TIM dão suporte a 2 GHz e 3 GHz, diz. A TIM já aproveitou seu conjunto de espectro quando evoluiu sua rede de 3G para 4G e está preparada para fazer isso novamente, afirmou.

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