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OdontoPrev tem a maior perda de usuários na história da operadora

Beth Koike
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A empresa perdeu 274 mil usuários no segundo trimestre, devido à crise causada pela pandemia de covid-19 Reprodução / Facebook A perda de 274 mil usuários, no segundo trimestre, foi a maior já registrada na história da OdontoPrev. Desta redução, 92 mil foram apurados em abril, 106 mil em maio e 76 em junho. No fim do segundo trimestre, a operadora detinha 7,18 milhões de usuários de planos dentais. A maior queda ocorreu na carteira de planos individuais, com baixa de 9,2% quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado. A carteira de PME caiu 6,2% e o volume de planos corporativos teve redução de 2,1%. “As negociações comerciais com as grandes empresas continuam, o que está machucando são as demissões. Já nos planos PME e individual, o volume de novos contratos teve queda devido ao isolamento social, mas o nível de cancelamento está no mesmo patamar”, disse Rodrigo Bacellar, presidente da OdontoPrev, durante teleconferência para analistas e investidores. Os planos individuais e PME são vendidos, principalmente, no varejo e nas agências bancárias do Bradesco e Banco Brasil, sócios da OdontoPrev. Apesar da estabilidade nas taxas de cancelamento, Bacellar informou ter preocupação com os planos individuais quando a ajuda do governo de R$ 600 acabar e sobre o volume de pequenas e médias empresas fechando após a pandemia. Segundo Bacellar, nas últimas duas a três semanas de julho, a queda no volume de usuários está entre 19% e 24% acima das projeções inciais. Ainda de acordo com o presidente da companhia, a taxa de inadimplência caiu no segundo trimestre devido a algumas negociações para postergação de pagamento, que estão sendo cumpridas, e um acompanhamento rígido de atrasos. “Temos um controle diário das entradas de caixa. Esse acompanhamento diário de acompanhamento e cobrança melhorou nossos indicadores de inadimplência”, disse Bacellar. Segundo o presidente da companhia, menos de 20% dos procedimentos não realizados até o momento serão feitos no segundo semestre. Mas ele acredita que com a retomada gradual a taxa de sinistralidade retomará ao patamar anterior à pandemia.