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Pela 1ª vez desde 2012, família Odebrecht fica fora de lista de bilionários da Forbes

Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo Odebrecht, em foto de 2013. Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

• Família Odebrecht não tem nenhum representante na lista de bilionários brasileiros da Forbes em 2019, algo inédito em oito anos.

• Em 2018, a família Odebrecht apareceu na lista com patrimônio estimado em R$ 4,7 bilhões; em junho passado, o grupo Odebrecht S.A. entrou com o maior pedido de recuperação judicial da história brasileira.

Pela primeira vez desde quando a revista "Forbes" começou a publicar seu ranking anual de bilionários brasileiros, em 2012, o sobrenome Odebrecht ficou de fora, este ano, da seleta lista.

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A informação é do portal UOL, segundo o qual a família que comanda a construtora de mesmo nome apareceu no ranking com um patrimônio estimado em R$ 4,7 bilhões na lista do ano passado.

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O grupo Odebrecht foi fundado em 1944 por Norberto Odebrecht, que faleceu em 2014, e chegou a faturar R$ 132 bilhões e empregar 193 mil pessoas. Afetados pelos esquemas de corrupção revelados desde 2015 pela Operação Lava Jato, os negócios do conglomerado baiano sofreram um baque.

Com quase R$ 100 bilhões em dívidas, em junho passado, a holding Odebrecht S.A. entrou com o maior pedido de recuperação judicial da história brasileira. Um dos credores, a Caixa Econômica Federal entrou na Justiça para tentar barrar o pedido.

Herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht foi preso preventivamente em junho de 2015, na 14ª fase da Lava Jato, e condenado pelo então juiz Sérgio Moro a 19 anos e quatro meses de prisão, pelo pagamento de propina a funcionários da Petrobras em troca de favorecimento em contratos com a estatal, em março de 2016.

Marcelo passou para a prisão domiciliar em dezembro de 2017 e conseguiu liberdade em 12 de setembro de 2019.

Ao todo, 77 executivos do grupo assinaram um acordo de cooperação com a Justiça, que ficou conhecido como "a delação do fim do mundo", por implicar dezenas de políticos em esquemas de corrupção. Isso em dezembro de 2016. Levantamento do portal aponta que a delação resultou em 89 inquéritos criminais.

Filho do fundador Norberto e presidente do conselho de administração do conglomerado até 2018, o patriarca Emílio Odebrecht, 74, assinou um acordo com a Justiça Federal que prevê um afastamento total dos negócios do grupo e pena de prisão domiciliar de quatro anos, que ele só deve começar a cumprir a partir de dezembro deste ano.