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Ocupando o espaço das possibilidades

Gustavo Torniero
·2 minuto de leitura
Gustavo Torniero está em um estúdio de gravação. Ele tem pele clara, olhos azuis e cabelos castanhos. Usa camiseta preta e segura um microfone de mesma cor com uma das mãos.
O jornalista Gustavo Torniero, que abre hoje espaço semanal no Yahoo (Arquivo pessoal)

Descrição da imagem: Gustavo Torniero está em um estúdio de gravação. Ele tem pele clara, olhos azuis e cabelos castanhos. Usa camiseta preta e segura um microfone de mesma cor com uma das mãos.

Quando fui convidado pelo Yahoo para ter uma coluna semanal, um mundo de possibilidades se abriu na minha mente. Aos 25 anos, já apresentei programa de rádio, trabalhei com marketing de conteúdo, tive o privilégio de escrever reportagens para grandes veículos de comunicação, dentre várias outras atividades que desempenho até hoje como profissional de comunicação e ativista.

Mas confesso que, enquanto jornalista, eu ainda tinha um desejo secreto: ser colunista. E agora estou aqui, escrevendo essa minha primeira coluna, ensaiando uma apresentação no começo da madrugada.

Prazer: sou Gustavo Torniero. Inquieto desde criança, e, posso dizer, um curioso nato. Sempre fui apaixonado pela área da comunicação e me utilizo dela para propagar o meu ativismo por um mundo mais acessível e inclusivo. Estarei aqui, com você, todas as terças-feiras.

Sou uma pessoa cega. Nasci com glaucoma e catarata. Hoje só enxergo cores, vultos e luz. Ainda na adolescência, passei a refletir sobre as barreiras sociais enfrentadas pelas pessoas com deficiência. A partir de então, passei a estudar sobre o assunto, a produzir conteúdo e a me inserir gradativamente no movimento de defesa de direitos.

Em 2014, entrei na faculdade de jornalismo.

Em 2015, ingressei na Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), única entidade legalmente instituída de defesa de direitos das pessoas com deficiência visual no país.

E lá estou, com uma equipe extremamente qualificada nesses últimos cinco anos. Desenvolvemos uma série de ações práticas para a inclusão de pessoas cegas e com baixa visão no Brasil.

Essa é uma breve apresentação para mostrar de onde eu falo e qual o espaço que eu ocupo. Sou um jovem jornalista, com muitas aspirações sociais e profissionais. Hoje estou envolvido em vários projetos profissionais e voluntários. Tenho diferentes interesses, desejos e habilidades. E uma vontade muito grande de compartilhar todas essas vivências.

Seja bem-vindo e bem-vinda à minha coluna: aqui você vai ler sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência, mas também sobre diversidade e outras discussões sociais. Porque as possibilidades são ilimitadas e porque todo e qualquer tema pode ter um enfoque inclusivo.

Aqui eu quero dialogar com pessoas com e sem deficiência. Quero conscientizar, mas também quero provocar. Em algumas colunas, vamos sorrir ou dar risada; em outras, vamos ficar indignados, reflexivos ou até emocionados.

E esse é o maravilhoso mundo no qual as pessoas com deficiência podem ocupar e reivindicar os seus espaços. Quando nós temos oportunidade de propagar a nossa voz, um novo mundo se abre e finalmente podemos dizer: estamos ocupando o espaço das possibilidades.

Chega mais. Vamos dialogar. Vamos debater, discutir, repensar. Concordar e discordar. E até a próxima terça!