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Ocupação de UTIs para Covid chega a 97% no Rio; para as 39 vagas restantes, há 73 pacientes

Felipe Grinberg e André Coelho
·3 minuto de leitura

Pela primeira vez, desde junho, a rede SUS da cidade do Rio atingiu um marco preocupante: ontem, a fila por uma vaga em UTI para Covid-19 tinha mais pacientes do que leitos disponíveis. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, a terça-feira de uma semana de grande pressão no sistema público de saúde registrava 513 pacientes internados nos leitos de terapia intensiva na capital — inclusive em vagas estaduais e federais —, chegando a 97% de ocupação.

Com 73 pessoas infectadas à espera de atendimento, só 39 conseguiram ocupar os poucos leitos disponíveis. Pelos percentuais divulgados, há um total de 552 leitos de UTI na cidade, entre instalações próprias e também estaduais e federais. Procurado, o município do Rio, responsável pela gestão do sistema, não quis informar a capacidade total do sistema.

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Apesar do cenário crítico — com aumento de casos e mortes nos últimos dias —, a prefeitura do Rio e o governo estadual não anunciaram qualquer medida para aumentar o rigor sobre as regras sanitárias, cuja flexibilização é considera por especialistas responsável pelo avanço da doença. O governador em exercício, Cláudio Castro, disse que não não pretende reverter o relaxamento do isolamento social. Ele afirmou que a prioridade será a abertura de novos leitos, além dos 214 anunciados anteontem, após uma reunião entre autoridades do Rio e técnicos do Ministério da Saúde. Castro também prometeu anunciar, em 48 horas, um plano de testagem em massa da população que, no entanto, não foi detalhado pelo governo.

— A situação não é tranquila. Já aumentamos 214 leitos de CTI e, em até 48 horas, vamos anunciar postos de diagnóstico precoce, com exame por PCR e por imagem — afirmou Castro, durante coletiva na tarde de ontem.

O governador em exercício disse que fará a testagem, já na próxima semana, com o apoio da União e de prefeituras. Mas nenhuma fonte do governo quis confirmar se o acordo de cooperação com a União prevê a utilização dos 6,8 milhões de testes para Covid-19 que estão armazenados, sob risco de perderem a validade.

Castro também adiantou que pediu a abertura do hospital modular de Nova Iguaçu, uma das unidades prometidas na gestão do governador afastado Wilson Witzel, mas que nunca foi entregue. Apear disso, ele não explicou como o hospital vai operar. A previsão de Castro é que até 400 novos leitos sejam abertos no hospital modular e em outras unidades estaduais e municipais.

O governador em exercício, Cláudio Castro, informou que a situação será reavaliada em 15 dias e observou que os números sofrem oscilações devido ao afrouxamento da quarentena e também às eleições que provocaram “muita aglomeração” nas ruas.

— Sabemos que o fim de ano é importantíssimo para a economia. Procuramos ter um grau de responsabilidade enorme, e não podemos fazer um alarde sem a certeza de que é uma segunda onda.

Ele afirmou que o governo trabalha com base na ciência e que a Secretaria de Saúde já trabalha num plano de logística para garantir a vacinação no estado quando as doses forem compradas pelo Ministério da Saúde

— Quero que o estado compre todos os insumos necessários para que não haja compra emergencial. A Saúde já está preparando os editais e a questão logística — acrescentou. — Até que a vacina chegue, não podemos baixar a guarda.

Castro também afirmou que o Corpo de Bombeiros vai atuar na fiscalização de grandes eventos, e que vai dialogar com as prefeituras para aumentar a cobrança do uso de máscara.

O estado do Rio registrou 113 mortes e 2.145 novos casos de Covid-19 ontem, totalizando oito dias de de crescimento das médias móveis. A alta da média de mortes foi de 216%, na comparação com duas semanas atrás, o maior índice desde 20 de abril. Ao todo, desde o início da pandemia, são 340.833 infectados e 22.141 vidas perdidas em todo o território fluminense.