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Ocultações dos anéis de Saturno revelam detalhes de suas partículas

Cientistas do Southwest Research Institute (SwRI) compilaram 41 observações de ocultações solares dos anéis de Saturno, observados pela missão Cassini antes de seu mergulho final na atmosfera do planeta, em 2017. Os dados vão contribuir para estudos futuros sobre a formação e evolução dos anéis, focados na distribuição do tamanho das partículas e composição deles.

Mesmo anos após o fim da missão, os dados coletados pela Cassini seguem rendendo análises. Desta vez, eles trabalharam com observações do Espectrógrafo de Imageamento Ultravioleta (UVIS), um instrumento da sonda bastante sensível às menores partículas dos anéis. Para determinar o tamanho delas, o UVIS os observou quando estava apontado para o Sol, ou seja, viu através deles durante as ocultações solares.

Os pesquisadores analisaram dados de ocultações solares dos anéis de Saturno (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SSI/Cornell)
Os pesquisadores analisaram dados de ocultações solares dos anéis de Saturno (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SSI/Cornell)

Nas ocultações, a luz vinda de uma fonte luminosa no fundo (que, neste caso, é o Sol) é absorvida e dispersa pelas partículas no caminho. Assim, a quantidade de luz bloqueada pelas partículas dos anéis do planeta oferecem medidas diretas da profundidade óptica deles, um parâmetro essencial para compreender o tamanho, composição e estrutura das partículas destas estruturas.

“Considerando o comprimento de onda da luz vinda do Sol, estas observações nos revelaram os menores tamanhos das partículas nos anéis”, disse Stephanie Jarmak, coautora do estudo. “O UVIS pode detectar partículas de poeira no nível dos mícrons, nos ajudando a entender a origem, as atividades colisionais e a destruição das partículas dos anéis no sistema”, finalizou.

O compilado abordou as variações da profundidade óptica das observações da ocultação, que podem ajudar a determinar as características das partículas. “Considera-se que estas partículas vêm de objetos colidindo e formando um disco, construindo partículas maiores”, disse ela. “Entender como elas formam estes sistemas de anéis pode nos ajudar a entender também como planetas se formam”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Icarus.

Fonte: Canaltech

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