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Oceano da lua Encélado, de Saturno, parece ser mais dinâmico do que se pensava

Wyllian Torres
·3 minuto de leitura

Desde que a sonda Cassini confirmou a presença de gêiseres expelindo vapor de água no polo sul da lua Encélado, em 2014, cientistas estão constantemente de olho no satélite. O oceano em escala global do mundo congelado parece ser bem mais ativo do que se pensava até então. Novas teorias, baseadas em observações das camadas de gelo, sugerem que, a 20 km abaixo da superfície, o oceano pode apresentar correntes marítimas como as observadas aqui na Terra.

Encélado é a sexta maior lua de Saturno, sendo uma pequena bola congelada com cerca de 500 km de diâmetro. Apesar disso, a pequena lua chamou a atenção quando a sonda Cassini descobriu evidências de um grande oceano abaixo da camada de gelo que envolve todo o mundo.

O oceano de lá é bem diferente ao que conhecemos aqui na Terra — aqui ele é bem raso (profundidade média de 3,6 km) se comparado à profundidade estimada do oceano de Encélado, cerca de 30 km de profundidade. O oceano terrestre é mais quente na superfície, pois é aquecido pelos raios solares, enquanto o do satélite de Saturno é mais frio em seu topo e aquecido em suas profundezas pelo seu núcleo quente.

Plumas de vapor d'água expelidas por gêiseres no pólo sul de Encélado, registradas pela sonda Cassini (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Plumas de vapor d'água expelidas por gêiseres no pólo sul de Encélado, registradas pela sonda Cassini (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Outro ponto em comum com a Terra é que o oceano em Encélado também é salgado. O novo estudo sugere que os níveis de sal podem variar por região — o que pode contribuir diretamente nos padrões de circulação da água. Se confirmado, esse comportamento seria similar às águas ao redor da Antártica. Em medições gravitacionais obtidas pela Cassini, observa-se que a camada de gelo tende a ser mais fina nos polos, o que pode indicar o derretimento do gelo naquela região. O co-autor do artigo, Andrew Thompson, professor de Ciência Ambiental e Engenharia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), diz que: “entender quais regiões do oceano subsuperficial podem ser as mais hospitaleiras para a vida, como a conhecemos, pode um dia informar os esforços de busca por sinais de vida".

A dinâmica de degelo e congelamento nas regiões dos polos de Encélado afetaria diretamente a dinâmica das correntes oceânicas. À medida que a água salgada congela, “sobra” o sal que, por sua vez, torna a água ao redor mais pesada — a qual afunda. Enquanto isso, o derretimento do gelo proporciona uma dinâmica oposta: diluindo o sal e diminuindo a densidade da água. Thompson e Ana Lobo, estudante de geofísica na Caltech, descobriram que, com base no que compreendemos dos oceanos Antárticos, as regiões de congelamento e degelo de Encélado seriam conectadas por correntes oceânicas que formariam um padrão de corrente dos polos para o equador — o que poderia transportar calor e nutrientes por toda a lua.

Confirmar essas possíveis características em Encélado também são importantes para as futuras missões no pequeno mundo congelado. Enquanto aguardam novas sondas serem enviadas para Encélado, os pesquisadores seguem seus estudos com os dados já coletados pela sonda Cassini — com sua missão encerrada em 2017 — e observações telescópicas da pequena lua. O artigo completo pode ser acessado na Nature Geoscience.

Fonte: Canaltech

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