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OCDE reduz previsão de crescimento econômico mundial para 5,7% em 2021

·3 minuto de leitura
A economia mundial deve crescer 5,7% em 2021, anunciou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) (AFP/Rizwan Tabassum)

A economia mundial deve crescer 5,7% em 2021, anunciou nesta terça-feira (21) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reduziu em um décimo sua previsão anterior e destacou uma recuperação "muito desigual" da crise de covid-19.

"O crescimento econômico acelerou este ano, auxiliado pelo forte apoio político, a distribuição de vacinas eficazes e a retomada de muitas atividades econômicas", afirma a OCDE em seu relatório. Para 2022, a organização prevê uma expansão mundial de 4,5%.

O Produto Interno Bruto (PIB) mundial recupera assim "o nível prévio à pandemia, mas as lacunas de produção e emprego prosseguem em muitos países, especialmente nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, onde os índices de vacinação são reduzidos", destaca.

A falta de vacinação a nível mundial deixa todos em risco", declarou em uma entrevista coletiva o economista chefe da OCDE, Laurence Boone, que expressou inquietação com os países emergentes e de baixa renda.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, criticou recentemente a lentidão mundial para estimular a vacinação. A "epidemia de covid-19 é um alerta, mas ainda estamos dormindo".

- "Pressões inflacionárias" -

Após uma contração histórica em 2020 pelas medidas adotadas para frear a propagação do coronavírus, a recuperação é "muito desigual, com resultados singularmente diferentes nos distintos países", segundo a OCDE.

A organização reduziu em 0,9% a previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2021 na comparação com as projeções de maio, que ficaria em 6%, mas aumentou a previsão para a Eurozona (5,3%, +1).

Boone disse que a revisão em baixa da projeção dos Estados Unidos se deve "à variante delta, que atingiu com força" a maior economia mundial, embora o país esteja se recuperando de novo "com muita força".

A Alemanha foi a única das principais economias europeias a sofrer uma redução na previsão de crescimento, a 2,9% (-0,4), diferente de França (6,3%, +0,5), Itália (5,9%, +1,4) e Espanha (6,8%, +0,9).

"O forte apoio à política macroeconômica e as condições financeiras acomodatícias devem continuar a sustentar a demanda nos países desenvolvidos", afirmou a OCDE, em referência ao pacote de estímulo da UE e ao plano de infraestrutura dos Estados Unidos.

A previsão de crescimento da China, motor da economia mundial, permanece para o ano em curso em 8,5%. As principais economias da América Latina viram suas projeções elevadas: México (6,3%, +1,3), Argentina (7,6%, +1,5) e Brasil (5,2%, +1,5).

"Mas alguns países têm margens de manobra limitadas para proporcionar um apoio amplo à atividade, em particular aqueles em que as pressões inflacionárias já estão aumentando e as taxas de juros subiram", como Brasil e México, segundo o relatório.

Sobre a inflação, as previsões da OCDE apontam 3,6% em 2021 nos Estados Unidos, 2,1% na Eurozona, 5,4% no México e 7,2% no Brasil, enquanto a Argentina deve registrar 47%.

"Pensamos que é um fenômeno temporário", afirmou o secretário-geral da organização, Mathias Cormann.

Laurence Boone explicou que a OCDE monitora de perto uma possível transmissão do aumento dos preços a progressões rápidas e generalizadas dos salários, uma "espiral" que pretendem evitar e que "até o momento" não aconteceu.

alb-tjc/me/fp

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