Mercado fechado

OCDE: Governo pretende entrar na organização até 2022

Rafael Lara
OCDE: Governo pretende entrar na organização até 2022

A equipe econômica planeja que o Brasil conseguirá, até o fim de 2022, o acesso total como membro da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE). A declaração foi feita, nesta quarta-feira (15), pelo secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, em entrevista ao jornal "Valor -Econômico".

De acordo com Troyjo, a entrada na OCDE terá três impactos ao Brasil. O primeiro seria um "acelerador de reformas" no âmbito doméstico. Já o segundo seria que a entrada abriria as portas para determinadas fontes de investimentos que não podem aplicar no País. Segundo o estatuto, muitos fundos internacionais só podem investir em mercados da OCDE.

Por último, o secretário cita que a participação na organização dá voz ao País no seleto grupo de nações que definem normas e critérios na economia mundial. “Os acordos comerciais do futuro, por exemplo, têm muito mais a ver com padrões do que com tarifas e cotas”, afirmou Troyjo ao jornal.

Ainda segundo o secretário especial, nenhum outro candidato já avançou tanto como o Brasil nos normativos da OCDE. Além do País, Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia também pleiteiam entrada na organização. Os EUA já apontaram o Brasil como país prioritário para entrar na entidade.

Apoio dos EUA para a entrada do Brasil na OCDE

Os Estados Unidos consideram como prioridade o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dessa forma, o País ocupa a vaga que era da Argentina na fila de postulantes a entrar na organização de países ricos.

Saiba mais: EUA apoiam Brasil para entrada na OCDE no lugar da Argentina

Em março do ano passado, o presidente norte-americano, Donald Trump, havia afirmado na presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, que apoiava a entrada do Brasil na OCDE. No entanto, meses depois, uma carta do Secretário de Estado, Mike Pompeo, se tornou pública e no documento dizia que os EUA apoiariam somente os pedidos de acesso da Argentina e da Romênia.

Após a carta ter se tornado pública, Trump se explicou e disse que o apoio à candidatura brasileira continuava mas que ainda o país norte-americano não havia oficialmente alterado sua recomendação.

"Os EUA querem que o Brasil se torne o próximo país a iniciar o processo de adesão à OCDE. O governo brasileiro está trabalhando para alinhar suas políticas econômicas aos padrões da OCDE enquanto prioriza a adesão à organização para reforçar as suas reformas políticas", informou a embaixada dos EUA em Brasília.