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Plano Biden e vacinação: receita vitoriosa para o crescimento, afirma a OCDE

·3 minuto de leitura
A economista chefa da OCDE, Laurence Boone, em foto de 21 de maio de 2019

A OCDE revisou de maneira expressiva e elevou sua estimativa de crescimento mundial em 2021, a 5,6%, contra a projeção anterior de 4,2%, ante os efeitos conjugados do megaplano americano de recuperação e da vacinação contra a covid-19, apontam as perspectivas econômicas provisórias publicadas nesta terça-feira.

"Nos últimos meses, a atividade aumentou em muitos setores e se adaptou às restrições derivadas da pandemia. Finalmente, a administração de vacinas está ganhando ritmo, embora continue desigual, e é provável que o estímulo fiscal dos governos - principalmente dos Estados Unidos - deve dar um importante impulso à economia", explica a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos em um comunicado.

Por si só, o plano de 1,9 trilhão de dólares do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para reativar a maior economia do mundo contribui em um ponto percentual a esta revisão de 1,4 ponto do crescimento mundial, disse à AFP Laurence Boone, economista chefe da organização de 37 países desenvolvidos.

Graças a esta injeção em massa de liquidez, Estados Unidos, que representa 20% de todas as mortes registradas na pandemia, deve registrar o dobro na taxa de crescimento do PIB em comparação com a previsão de dezembro, com 6,5%.

Isto não representará um risco inflacionário importante, de acordo com Boone. "Se olharmos a situação do mercado de trabalho e as capacidades que não são utilizadas, há muita margem na economia antes que a demanda se recupere plenamente", disse.

- Acelerar a vacinação -

Os atrasos na vacinação podem prejudicar a recuperação, em particular na Europa.

"A velocidade é crucial", afirmou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, citado no comunicado. "As vacinas devem ser administradas mais rápido e a nível mundial. Isto vai exigir uma coordenação e uma cooperação melhores que as observadas até o momento, mas a humanidade não pode se permitir suspender este teste", completou.

De fato, o aumento da previsão de crescimento é mais modesto para a zona do euro, onde o programa de vacinação é mais lento: o PIB da região deve ter alta de 3,9% este ano, enquanto no Reino Unido, onde as escolas reabriram as portas na segunda-feira, a projeção é de avanço de 5,1%.

Para a França, a OCDE espera um avanço de 5,9%, praticamente sem alterações em relação à previsão anterior. A Espanha deve crescer 5,7%, a Itália 4,1% e a Alemanha 3%.

"Se não vacinarmos um número suficiente de pessoas com rapidez suficiente para suspender as restrições, a recuperação será mais lenta e prejudicaremos os benefícios do estímulo fiscal", disse Boone, que foi assessora econômica do ex-presidente francês Francois Hollande.

A China, motor do crescimento mundial, que registrou uma disparada de 60% das exportações em janeiro-fevereiro em ritmo anual, deve registrar crescimento de 7,8%.

Mas o país com a maior previsão de recuperação é a Índia: após uma queda de 7,4% em 2020, o PIB do país deve crescer 12,6% este ano.

Mas existem riscos para o crescimento, aponta a OCDE: um ritmo de vacinação muito lento ou "o surgimento de novas variantes resistentes às vacinas existentes".

"Quanto mais rápido os países vacinarem, mais cedo poderão reabrir suas economias (...) Nossa principal mensagem é, portanto, acelerar o ritmo de vacinação para reabrir a economia", disse Boone.

Mais de 304,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram administradas em todo o mundo, um número que esconde grandes disparidades: Israel imunizou quase 60% de sua população, Estados Unidos quase 20%, a França cerca de 5% e o Brasil 3%, segundo os números da OCDE.

evs/aue/mar-pc/mar/fp