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OCDE: Brasileiros que bebem vivem nove meses menos

·2 minuto de leitura
two men clinking glasses of whiskey drink alcohol beverage together at counter in the pub
Consumo per capta entre quem bebe com frequência chega a cerca de 19,8 litros ao ano
  • OCDE estima que brasileiros que bebem devem viver nove meses menos

  • Entre os que bebem com frequência no Brasil, mulheres são as que mais consomem álcool

  • Com isso, PIB deve cair 1,3% ao ano

A expectativa do brasileiro que ingere bebida alcoólica pode ser quase nove meses menor nos próximos 30 anos, segundo estimativa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), levando o PIB (Produto Interno Bruto) a cair 1,3% ao ano. Isso deve acontecer devido a complicações de doenças e lesões provocadas pelo consumo de álcool, caso mulheres bebam mais de um drink por dia e homens um drink e meio. As informações são do Valor Econômico.

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Consumo de álcool no país

De acordo com estimativas do relatório em que analisa 52 países, a OCDE afirma que o Brasil não é um dos países com maior número de pessoas que consomem bebida alcoólica. Entretanto, entre os que bebem, a quantidade é expressiva.

O consumo per capta de álcool anual no Brasil é de cerca de 7,4 litros, menor do que a média de países desenvolvidos, que é de 10 litros. Entretanto, entre as pessoas que bebem com frequência essa quantidade chega a cerca de 19,8 litros ao ano, enquanto nos países mais ricos é de 15,4 litros.

Entre os que bebem habitualmente no país, as mulheres são as que mais consomem bebida alcoólica, com uma média anual de 30 litros, enquanto os homens ingerem em torno de 10 litros. 

Consequência na saúde

De acordo com a organização, o consumo excessivo de álcool é responsável por 1,3% dos gastos com saúde no Brasil, uma estimativa de US$ 138 bilhões (R$ 727,2 bilhões na cotação atual). Isso corresponde ao dobro do dinheiro investido na saúde pela Bélgica.

Além de gerar benefícios à saúde do brasileiro, apostar em medidas para incentivar o consumo consciente também pode trazer bons resultados à economia. A OCDE estima que, com investimento de R$ 4,4 por pessoa por ano, o país pode evitar 10 milhões de lesões causadas pela ingestão excessiva de álcool até 2050. Além disso, deve economizar R$ 1,1 bilhão na área de saúde e apresentar aumento do emprego e da produtividade do trabalhador.