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Observatório Vera Rubin poderá encontrar objetos interestelares como o Oumuamua

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

Além da capacidade de estudar coisas como matéria escura, energia escura e a formação da Via Láctea, o Observatório Vera C. Rubin, que começará a operar no próximo ano, também será útil na descoberta de objetos interestelares em nosso Sistema Solar. A afirmação veio de um novo estudo, conduzido por Amir Siraj e Abraham Loeb.

Faz apenas três anos desde que o primeiro objeto interestelar foi encontrado no Sistema Solar. O 'Oumuamua passou pela Terra em outubro de 2017, deixando os astrônomos perplexos e cheios de perguntas sobre a natureza daquele objeto. Mas uma coisa é certa: ele veio da órbita de uma estrela que não o Sol. Independente do que seja, os cientistas alegam que provavelmente há muitos outros desses em nosso quintal cósmico.

Se esses objetos puderem ser melhor analisados, incluindo dados que possam ser combinados com as informações relacionadas às suas características físicas, os pesquisadores terão em mãos pistas importantes sobre a origem dos sistemas planetários além do nosso. Em um trabalho anterior, Loeb se juntou a Shmuel Baily para afirmar que o 'Oumuamua seria uma nova classe de objeto que os astrônomos nunca viram antes — ou até mesmo uma nave alienígena!

Ainda não se sabe exatamente o que era o 'Oumuamua, que se afastou de nós tão rapidamente que foi impossível observá-lo melhor. Isso já dá motivos o suficiente para querer estudar esse tipo de objeto, caso outros semelhantes ou tão misteriosos quanto este sejam encontrados. O Vera C. Rubin poderá tornar isso possível, pois seu poder de observação permitirá encontrar coisas no Sistema Solar que os instrumentos mais sofisticados de hoje são incapazes de “ver”.

O estudo também mostra como os astrônomos poderão descobrir algumas coisas interessantes sobre os objetos interestelares caso consigam coletar dados o suficiente através do Vera C. Rubin. Eles indicam que a velocidade com que os objetos são ejetados de seus respectivos sistemas estelares é essencial para entender em que parte de seus sistemas originais eles se formaram. Por exemplo, objetos nos limites externos teriam baixas velocidades. Estes provavelmente serão o tipo mais comum de objetos interestelares, caso de fato existam muitos deles no Sistema Solar.

Também foram consideradas as interações gravitacionais desses objetos com planetas próximos ou dentro da zona habitável de suas estrelas hospedeiras. Em outras palavras, dependendo da velocidade do objeto ao nos visitar no Sistema Solar, pode ser que os astrônomos possam dizer se o objeto se originou nas regiões mais internas ou externas de seu próprio sistema estelar, ou mesmo se ele se formou próximo de sua estrela. Todas essas informações dirão aos cientistas muito sobre a mecânica desses sistemas vizinhos.

Por exemplo, o objeto se originou bem afastado de sua estrela, como o equivalente à região de Plutão do Sistema Solar (mas em outro sistema estelar, claro), a velocidade com que o objeto teria sido arremessado em direção ao Sistema Solar seria muito pequena. Por outro lado, se eles se formaram em uma zona habitável, ou seja, o equivalente da região da Terra, a velocidade de ejeção poderia ser muito alta.

Por fim, o estudo de Loeb e Siraj também nos mostra que a primeira missão do novo observatório, chamada Legacy Survey of Space of Time (LSST), “poderia encontrar um novo objeto interestelar a cada mês se eles preencherem trajetórias aleatórias”. O Vera C. Rubin também ajudará a descobrir muitos pequenos objetos nativos do Sistema Solar, como asteroides e Objetos do Cinturão de Kuiper, o que deve resultar no aumento significativo do número de corpos catalogados.

Fonte: Canaltech

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