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Observatório SKAO é inaugurado com as maiores redes de radiotelescópios

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Nesta quinta-feira (4), o Observatório Square Kilometer Array (SKAO) foi inaugurado com a primeira reunião do Conselho do Observatório. Sediado no Reino Unido e com instalações de radiotelescópios de grande sensibilidade que serão construídas na África do Sul e na Austrália, o SKAO irá operar as duas maiores redes já desenvolvidas para, assim, responder perguntas fundamentais sobre o universo.

A criação do observatório ocorre depois de décadas de trabalhos na engenharia, projeto, priorização científica e desenvolvimento de políticas. Para o prof. Philip Diamond, diretor geral do SKAO, a inauguração representa o nascimento de um observatório único: “e não é um observatório qualquer: essa é uma das megainstalações científicas do século 21”, disse ele. Isso porque o telescópio será composto por uma grande rede de receptores de rádio, dispostas na África do Sul e na Austrália.

Ilustração das antenas na região de Karoo, na África do Sul (Imagem: Reprodução/SKAO)
Ilustração das antenas na região de Karoo, na África do Sul (Imagem: Reprodução/SKAO)

O telescópio em território africano conta com quase 200 antenas com 15 m de diâmetro; até o momento, 64 delas já existem, e são operadas hoje pelo observatório South African Radio Astronomy Observatory (SARAO). Já a rede da Austrália traz 131 antenas, localizadas no observatório de radioastronomia da organização científica Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation’s (CSIRO). A grande sensibilidade do telescópio deverá permitir a detecção de sinais de rádio fracos, vindos de fontes localizadas a bilhões de anos-luz da Terra — incluindo aqueles que foram emitidos nos primeiros milhões de anos depois do Big Bang.

Com alta resolução e sensibilidade aliadas ao suporte computacional, os astrônomos vão poder responder algumas das questões mais fundamentais que existem hoje, como o nascimento das primeiras estrelas do universo, o que exatamente é a energia escura, entre outras. Agora que a primeira reunião foi feita para a aprovação de políticas e procedimentos, os próximos meses serão bem agitados para os integrantes: "vamos estar bastante ocupados, e esperamos receber novos países formalizando a adesão no SKAO e a aprovação do Conselho para iniciarmos a construção dos telescópios", disse Diamond.

Representação das antenas do SKA na Austrália Ocidental (Imagem: Reprodução/SKAO)
Representação das antenas do SKA na Austrália Ocidental (Imagem: Reprodução/SKAO)

A construção e operação do SKA deverá levar alguns anos, com custo aproximado de U$ 2,4 bilhões de dólares: "sendo realista, acredito que ainda deve demorar quatro ou cinco anos para começarmos a brincar com as antenas", finaliza ele. Entretanto, assim como acontece com várias instalações astronômicas, a equipe do SKA já expressou preocupação com os impactos dos satélites de comunicação, porque as transmissões deles podem causar interferências no radiotelescópio.

Fonte: Canaltech

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