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Observatório de Arecibo sofre novo acidente e estrutura fica mais instável

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

O Observatório de Arecibo, que sofreu um acidente em 10 de agosto, teve outro cabo rompido na noite da última sexta-feira (6). O cabo quebrou e caiu no prato refletor, causando ainda mais danos no equipamento e colocando em risco outros cabos próximos. Uma zona de segurança foi criada para proteger o prato, restringindo o acesso, e engenheiros já estão trabalhando para encontrar a melhor maneira de estabilizar a estrutura.

Ainda não houve um anúncio oficial sobre a causa do incidente, mas os especialistas suspeitam que o cabo acabou se rompendo devido à carga extra que todos os cabos suportam para sustentar a estrutura desde agosto, quando o primeiro cabo caiu. Todos eles estavam sendo monitorados desde agosto, e a equipe já havia detectado fios quebrados no cabo que quebrou na sexta-feira.

Um grupo de engenheiros já estava se preparando para ir ao observatório para iniciar os reparos de emergência temporários relacionados ao primeiro incidente, no qual o cabo auxiliar de 7,62 metros quebrou sem motivos aparentes. Infelizmente, não houve tempo para evitar que o segundo cabo, dessa vez um dos principais, também se quebrasse.

Prato refletor danificado após o primeiro incidente, em 10 de agosto (Imagem: Reprodução/University of Central Florida)
Prato refletor danificado após o primeiro incidente, em 10 de agosto (Imagem: Reprodução/University of Central Florida)

Embora muito tempo já tenha se passado desde o dia 10 de agosto, os procedimentos para iniciar os reparos são complexos. Nas semanas que sucederam o primeiro incidente, uma equipe técnica se reuniu com mais de 40 especialistas de diversas áreas para iniciar uma investigação e um cronograma de reparos. Também foi formada uma equipe de engenharia e segurança para fazer inspeções diárias, enquanto outros técnicos avaliavam estado da estrutura.

Só depois dessas e mais algumas outras etapas, seria possível saber se o observatório ainda corria riscos. Depois, a equipe poderia definir o que seria necessário para realizar os reparos e quais seriam os custos. Por fim, uma análise forense poderia descobrir o que aconteceu. Drones e câmeras estão sendo usados ​​para continuar monitorando a estrutura até que os próximos passos sejam tomados. O primeiro deles pode ser reduzir a tensão nos cabos restantes e instalar reforços.

“Certamente não é o que queríamos ver, mas o importante é que ninguém se feriu”, disse Francisco Cordova, diretor do observatório. “Há muita incerteza até que possamos estabilizar a estrutura”, declarou. A equipe tentará agilizar a chegada de dois novos cabos que já estavam encomendados.

Localizado em Porto Rico, o Observatório de Arecibo foi, durante muito tempo, o maior radiotelescópio fixo do mundo, entrando para a história ao ser usado para enviar uma mensagem a civilizações alienígenas, o que aconteceu em 1974. Mais do que isso, ele é usado para estudos de galáxias e pulsares. Aliás, ele é um dos principais instrumentos para procurar por novos pulsares, porque seu tamanho permite buscas mais sensíveis.

Fonte: Canaltech

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