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Observações do telescópio James Webb vêm intrigando astrônomos

O telescópio James Webb está coletando dados científicos há apenas algumas semanas, mas já vem intrigando astrônomos. Lançado há oito meses, o novo observatório identificou galáxias distantes surpreendentemente massivas e bem estruturadas — o que é curioso, já que os astrônomos consideram que as galáxias primordiais, formadas após as primeiras estrelas brilharem, seriam relativamente pequenas e de formato indefinido.

O novo telescópio está observando objetos jamais vistos antes, localizados a distâncias impressionantes, e Garth Illingworth, astrônomo da Universidade da Califórnia, considera que os resultados do Webb estão distantes das previsões dos modelos. “Como isso aconteceu no universo em um momento tão primordial? Como você forma estrelas tão rapidamente?”, questionou ele.

Galáxia da Roda de Carro observada pelo Webb (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI)
Galáxia da Roda de Carro observada pelo Webb (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI)

As considerações relacionadas ao universo primordial vêm, em parte, das observações do telescópio espacial Hubble, que revelou galáxias antigas e irregulares. Contudo, vale lembrar que o Hubble observa o espaço em uma porção mais estreita do espectro eletromagnético, a qual inclui a luz visível. Já o Webb coleta luz infravermelha e, portanto, fora do alcance do Hubble.

Dan Coe, astrônomo do Instituto de Ciência de Telescópios Espaciais, ficou surpreso com a quantidade de galáxias bem definidas nos dados do Webb. “Estávamos perdendo as estrelas mais frias e antigas com o Hubble, víamos apenas as jovens e quentes”, disse. Para ele, a explicação mais fácil para as galáxias mais massivas envolvem erros nos cálculos ou até algum “truque” da luz.

É possível que algumas das galáxias extremamente distantes e com alto desvio para o vermelho (ou seja, aquelas cuja luz tiveram comprimentos de onda estendidos em função da expansão do universo) talvez não estejam tão longe assim: elas podem simplesmente ter alta quantidade de poeira, que pode absorver a luz azul e “avermelhar” o objeto.

Se este for o caso, as observações estariam alinhadas com o que os astrônomos esperavam ver. Claro que também é possível que alguma explicação complementar apareça. Enquanto isso, o novo telescópio segue observando objetos distantes e proporcionando imagens fascinantes, como aquelas de Júpiter publicadas recentemente.

Fonte: Canaltech

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