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Objetos retrô, como na casa de Serginho Groisman, incrementam decoração; veja dicas de como combinar

Fabiano Prates Ravaglia, colunista 'Casa de novela'
·3 minuto de leitura
Foto: Divulgação

Por causa da pandemia do coronavírus, o “Altas horas” deixou de ser gravado no estúdio da Globo em São Paulo e vem sendo feito diretamente do escritório residencial de Serginho Groisman. Como estamos sempre de olho na decoração da casa dos famosos, um item nos chamou atenção: os televisores antigos que o apresentador coleciona e utiliza em seu espaço de trabalho.

Utilizar objetos antigos é uma possibilidade de inserir memórias da família na decoração, além de ser um elemento surpresa para sair da mesmice: misturar mobiliário atual com peças vintage deixa o ambiente cheio de personalidade. Dessa forma, é possível criar um espaço instigante e delicado, considerando peças que foram tendência em alguma época, aderindo a um estilo com roupagem moderna, sofisticada, cercada de detalhes e histórias.

Com um pouco de criatividade e senso estético, é possível combinar os objetos antigos e ressignificá-los, transformando inclusive sua utilidade. Uma geladeira antiga pode virar estante de livros; um baú, mesa de apoio; engradados servem como revisteiros; janelas antigas passam a ser usadas como espelhos... A criatividade é ilimitada para reaproveitar peças de outras épocas, inserindo-as na vida moderna com novas funções.

Para passar longe do óbvio

A designer de interiores Luiza Bottino e a arquiteta Valeska Ulm apresentam em primeira mão um projeto recém-entregue de 70 metros quadrados, no Rio, cujo conceito adotado foi justamente criar espaços integrados para receber os amigos, cozinhar, trabalhar e morar. Elas fugiram do óbvio por meio de um contraponto entre a neutralidade dos tons brancos e do design contemporâneo da madeira de marcenaria e peças garimpadas do século 18, com curadoria de Paloma Danemberg, da AD Studio, e produção visual de João Panaggio.

Na sala de estar do apartamento, com os tons brancos presentes não apenas nas paredes como também nos tecidos que revestem o espaço (tapete, sofá e cortina), utilizar baús, caixas de engradados e um banquinho como composição de mesa de centro pode parecer diferente e possível, uma vez que adiciona o uso de apoio ao mesmo tempo que insere um novo estilo que resgata uma história para o morador. “Optamos por peças que traziam identificação e memória afetiva para o cliente, o passado recontado no presente. A partir daí, estivemos livres para sugerir usos e apropriações dos objetos pelo projeto, sendo também possíveis variações no dia a dia”, explica Luiza.

Se ter objetos antigos como destaque na sala de estar já parecia inusitado, imagina usar no quarto uma cadeira restaurada como mesa de cabeceira? Pois isso tem sido cada vez mais visto na decoração: um elemento surpresa que deixa o quarto bem diferente, com um mobiliário descontraído, mostrando as múltiplas possibilidades do design. A função de dar apoio à lateral da cama se mantém, mesmo que não seja com uma mesinha. No entanto, geralmente não é qualquer cadeira que serve. Precisa ser uma peça que tenha importância para o morador e, ao mesmo tempo, icônica e atemporal no design. A escolhida para esse quarto, a cadeira “Cantu” do mestre do design brasileiro Sérgio Rodrigues, vem acompanhada por telas, livros e flores, resultando naquele cantinho cheio de afeto e aconchego.

Se você ainda estiver na dúvida sobre como inserir objetos antigos, garimpados em antiquários, restaurados e ressignificados, a dica de ouro é sair do óbvio e aproveitar a liberdade de escolhas para utilizar móveis que podem, inclusive, ser o ponto de partida do projeto. Para Valeska, o interessante é “apostar em reinterpretar peças de garimpo, que não precisam ser só decorativas. Explore o inusitado combinado à história dos objetos”.

A coluna "Casa de Novela" é assinada pelo arquiteto Fabiano Prates Ravaglia.

Site: fprstudio.com

Instagram: https://www.instagram.com/fprstudio/