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Objetos interestelares podem ser maioria na "periferia" do Sistema Solar

·3 minuto de leitura

Em 2019, o astrônomo amador Gennady Borisov descobriu um novo cometa, batizado com o seu próprio nome: 2I/Borisov. Algumas semanas mais tarde, veio a confirmação de que se tratava de um visitante interestelar, ou seja, que veio de fora do nosso Sistema Solar. Agora, um novo artigo usa o Borisov para argumentar que nosso “quintal cósmico” recebe muito mais desses visitantes do que imaginávamos.

O estudo é assinado por dois pesquisadores que costumam trabalhar juntos, Amir Siraj e Avi Loeb (sim, o professor da Universidade Harvard que ganhou destaque na mídia nos últimos anos ao afirmar que outro objeto interestelar, o ‘Oumuamua, seria na verdade uma nave alienígena), e foi publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

De acordo com a dupla, os cientistas não tinham ideia de quantos objetos interestelares poderiam existir em nosso Sistema Solar, ao menos até a descoberta do Borisov. Agora, é possível fazer algumas estimativas que podem contrariar a teoria sobre a formação de sistemas planetários. Essa teoria “sugere que deveria haver menos visitantes do que residentes permanentes”, disse Siraj, primeiro autor do artigo. “Agora estamos descobrindo que pode haver muito mais visitantes”.

Embora admitam que os cálculos, feitos com base nos estudos do cometa 2I/Borisov, “incluem incertezas significativas”, os autores parecem convencidos de que os visitantes interestelares estão em maior número em relação aos objetos nativos do Sistema Solar. O único problema é que “simplesmente não temos a tecnologia para vê-los ainda”, já que eles estão vagando pela nuvem de Oort, uma região localizada a quase 1 ano-luz do Sol. A essa distância, os objetos não recebem luz solar para poderem ser vistos pelos telescópios.

Uma estimativa do tamanho, densidade e localização da nuvem de Oort (Imagem: Reprodução/NASA)
Uma estimativa do tamanho, densidade e localização da nuvem de Oort (Imagem: Reprodução/NASA)

Pouco se sabe sobre a nuvem de Oort, mas os astrônomos conjecturam que a matéria que a compõe sejam planetesimais (corpos rochosos ou de gelo que variam de 0,1 a 100 km e se juntam para formar planetas) que se formaram perto do Sol, nos primeiros estágios da formação do Sistema Solar, e tenham se espalhado pelo espaço devido aos efeitos gravitacionais dos planetas gigantes.

Em outras palavras, os cientistas consideram que os planetesimais que “fracassaram” em formar planetas no Sistema Solar foram afastados para bem longe, onde hoje formam a misteriosa nuvem de Oort. Entretanto, o novo artigo sugere que nessa mesma região afastada existem mais objetos interestelares do que planetesimais que se formaram no Sistema Solar. “Nossos resultados mostram claramente que eles são mais comuns do que o material do Sistema Solar nas áreas escuras da Nuvem de Oort”, disse Loeb.

Isso implica que existem muitos detritos que sobraram das formações dos planetas em sistemas estelares vizinhos do nosso, ou seja, a nuvem de Oort seria povoada por planetesimais formados ao redor de outras estrelas que não o Sol. Após “fracassarem” em formar planetas, essas rochas teriam sido ejetadas de seus sistemas por “chutes” gravitacionais e vieram parar aqui, no Sistema Solar.

Se essa hipótese estiver correta, poderá haver implicações na compreensão sobre a formação planetária. Entretanto, para provar que estão certos, os autores precisarão de observações com instrumentos de próxima geração. “Junto a estudos observacionais de discos protoplanetários e abordagens computacionais para a formação de planetas, o estudo de objetos interestelares pode nos ajudar a desvendar os segredos de como nosso sistema planetário — e outros — se formou”, concluem.

Fonte: Canaltech

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