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Objetos interestelares podem desaparecer antes de chegar perto da Terra

·2 minuto de leitura

Embora as estimativas dos astrônomos digam que há muitos objetos interestelares "passeando" em nosso Sistema Solar, apenas dois foram identificados até agora: o ‘Oumuamua e o cometa 2I/Borisov. É que, além de ser difícil encontrá-los, pode ser que eles nem sequer sobrevivam tempo o suficiente para chegar perto da Terra.

De acordo com uma nova pesquisa, os objetos interestelares podem sofrer erosão causada pelos raios cósmicos — núcleos atômicos, constituídos de prótons e nêutrons, que viajam no espaço a velocidades próximas à da luz. Se for verdade, o 'Oumuamua era provavelmente muito maior quando começou sua jornada pela Via Láctea.

Quatro tipos de gelo foram analisados: nitrogênio (N2), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4). Os autores do estudo buscaram descobrir se esses tipos de objetos espaciais poderiam sobreviver aos raios cósmicos no meio interestelar. Eles também consideraram a erosão causadas por colisões entre os objetos e o gás ambiente.

Além desses elementos que os objetos encontram pelo caminho, há outras variáveis, como o fluxo e a força dos raios cósmicos, fatores que podem determinar quanta erosão ocorrerá nas pedras de gelo. Do mesmo modo, o gás ambiente também pode viajar em fluxos variados, com densidade e força variáveis, o que resultará em diferentes taxas de deterioração dos objetos. Por fim, cada tipo de gelo sofre erosão em taxas diferentes.

Linha do tempo do 'Oumuamua, de acordo com a hipótese do gelo de nitrogênio (Imagem: Reprodução/S. Selkirk/ASU)
Linha do tempo do 'Oumuamua, de acordo com a hipótese do gelo de nitrogênio (Imagem: Reprodução/S. Selkirk/ASU)

O gelo de nitrogênio é um objeto de estudo importante nesse tipo de pesquisa, pois os astrônomos suspeitam que o Oumuamua tratava-se justamente disso — um pedaço enorme de gelo de N2, arrancado de um planeta semelhante a Plutão, em um sistema estelar distante do Sol. Se assim for, o tamanho original desse visitante seria entre 10-50 km. O intervalo de 40 km mostra o grau de incerteza por não sabermos a força e o fluxo dos raios cósmicos que o Oumuamua encontrou em sua jornada.

Com essas poucas informações e algumas suposições sobre a origem dos objetos, os pesquisadores podem inferir outras coisas, como a distância percorrida pelo Oumuamua. Se os mecanismos de formação para os objetos interestelares informam o raio inicial do objeto, é possível definir a distância de suas origens com base na velocidade do objeto.

Longe de conclusivo, o estudo sugere pesquisas para ampliar o conhecimento sobre os raios cósmicos, que parecem um fator determinante para a sobrevivência dos objetos interestelares, bem como para determinar suas origens, caso encontremos outros visitantes de estrelas distantes. Estima-se que existam bilhões deles viajando por nossa galáxia, então é uma questão de tempo encontrar muitos outros.

Fonte: Canaltech

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