Obama pede a republicanos e democratas esforço na negociação fiscal

Washington, 30 nov (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira a republicanos e democratas no Congresso que façam um esforço de entendimento para evitar que o país caia no temido "abismo fiscal", e assegurou que a prioridade é que se mantenham as isenções impositivas à classe média.

Obama falou em uma fábrica de brinquedos em Hatfield (estado da Pensilvânia), em sua primeira viagem desde a reeleição no começo do mês e em um palco parecido com aqueles nos quais atuou durante a campanha eleitoral.

O presidente disse que ele está também disposto a deixar sua "zona de conforto" e pediu que se acerte com urgência a extensão das deduções para as rendas de até US$ 250 mil anuais, mas não para os mais ricos, e que se adiem para o futuro outros debates que também fazem parte do cenário conhecido como "abismo fiscal".

"Todos nós vamos ter de sair de nossas zonas de conforto para que isto dê certo. Eu estou disposto e espero que os suficientes membros do Congresso em ambos os partidos estejam dispostos ao mesmo", disse Obama para pedir que flexibilizem as posturas nas negociações.

Obama brincou na fábrica de brinquedos, dizendo que ele também tem "uma lista para Papai Noel dos que se comportaram bem e mal" e que alguns republicanos no Congresso não receberão seus presentes.

O presidente pediu de novo aos cidadãos para que pressionem seus representantes no Congresso, já que "alguns republicanos" mantêm a classe média "sequestrada" para conseguir impor sua agenda.

Obama disse que a primeira coisa é aprovar antes do fim do ano a extensão, para a classe média, das isenções impositivas aprovadas durante a Presidência de George W. Bush e "continuar trabalhado" para pactuar mais tarde uma reforma tributária a longo prazo, com maior participação dos cidadãos com altas rendas, e um debate sobre os programas sociais ou cortes de despesa para reduzir o déficit.

"Não se trata de ver quem fica acima dos outros", disse o presidente, que disse que um acordo será chave para evitar um impacto negativo em 98% dos americanos, aqueles que ingressam menos de US$ 250 mil anuais.

Segundo Obama, é necessário que se permita que a maior economia mundial continue sua recuperação econômica, reduzindo a pressão sobre a classe média e os pequenos negócios, e não cair em um "abismo fiscal" que a devolveria, com toda probabilidade, à recessão.

Obama disse que o aumento dos impostos responde à necessidade de aumentar a renda, ao que se deve somar um plano de redução da despesa, que evite os cortes automáticos estipulados no verão de 2011 nas negociações que permitiram aumentar o teto da dívida.

"Devemos poder pagar nossas faturas e continuar investindo para manter o crescimento", resumiu Obama, em referência a seu plano de pôr a dívida em caminho descendente na próxima década. EFE

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